TRE-DF autoriza Avante a disputar eleições de 2026

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Jose Roberto Arruda (de azul) em evento do Avante, ao lado do ex-senador Gim Argello (ao centro) e do presidente nacional do partido, Luis Tibé (à esquerda) — Foto: Roberto Rodrigues/Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) liberou, na tarde desta terça-feira (24), o diretório distrital do partido Avante para disputar as eleições de outubro deste ano.
A sigla corria risco de ficar fora das urnas em razão de pendências na prestação de contas das eleições de 2022.
A decisão é assinada pelo desembargador eleitoral Asiel Henrique de Sousa, relator da prestação de contas do Avante. O magistrado avaliou que as correções feitas pelo Avante nos documentos foram suficientes para validar as planilhas.
“[…] Foram apresentados os documentos obrigatórios e não se identificaram recursos de fonte vedada, recursos de origem não identificada, irregularidades na aplicação de verbas do Fundo Partidário ou do FEFC [Fundo Eleitoral], nem outras irregularidades de natureza grave”, diz o despacho.

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O Avante é presidido no DF pelo ex-senador Gim Argello – que passou dois anos e meio preso após ser condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na operação Lava Jato.

Como presidente da sigla na capital, Gim Argello não manifestou intenção de disputar novo cargo em 2026.
O Avante vem apoiando a pré-candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PSD), já que atualmente Arruda está inelegível por ter sido condenado em segunda instância.

Arruda criticou o plano de salvamento do BRB durante o evento de anúncio de nomes de candidatos que o partido irá registrar para disputar às eleições em 2026. Ele classificou a operação como ‘um horror’ e acusou o governo de entregar patrimônio público “a preço de banana” para cobrir o rombo do banco.
Ele disse que ceder a Serrinha representa desrespeito ao meio ambiente e que entregar o Centrad, após anos de abandono, seria uma solução inadequada.
Além do BRB enfrentar dificuldades, o Iprev e o Inas também têm déficits bilionários, o que, na visão de Arruda, gera riscos para o futuro financeiro do Distrito Federal.

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