TRE-SP define julgamento de Pablo Marçal em Barueri por difamação contra Boulos

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Após 3 meses de impasse, TRE-SP define que Pablo Marçal será julgado em Barueri por difamação e uso de laudo falso contra Boulos

No processo, MP pede ao menos 5 anos de prisão ao ex-coach. Perícia da PF apontou falsificação de assinatura no laudo divulgado por Marçal na antevéspera do 1° turno das eleições municipais de 2024.

O ex-candidato à Prefeitura de SP Pablo Marçal (PRTB) durante o debate da revista Veja. Ele também divulgou laudo falso contra Boulos a dois dias do 1° turno em SP. — Foto: Montagem/de/Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) decidiu nesta quinta-feira (28) que a 386ª Zona Eleitoral de Barueri, na Grande SP, será responsável por julgar a ação penal contra Pablo Marçal (PRTB), Luiz Teixeira e Tássio Botelho, por uso de laudo falso na eleição do ano passado.

Os três são acusados de difamação e uso de documento falso com informações inverídicas contra Guilherme Boulos (PSOL) durante as eleições municipais de 2024.

Marçal e Boulos foram candidatos à Prefeitura de São Paulo em 2024, mas nenhum dos dois venceu o pleito. Tássio Botelho atuava como advogado de Marçal, enquanto Luiz Teixeira é proprietário da clínica que teria emitido o laudo falso.

O conflito de jurisdição revelado pelo de durou mais de três meses foi iniciado pela 346ª Zona Eleitoral do Morumbi, na capital paulista, que apontou que o laudo falso — que indicava que Boulos seria usuário de cocaína — foi divulgado por Tássio Botelho na conta do Instagram de Marçal. Como Marçal tem residência e endereço profissional em Barueri, o TRE-SP entendeu que a competência para julgar o caso é da zona eleitoral do município, não na cidade onde o pleito de prefeito aconteceu.

Os candidatos Pablo Marçal (PRTB) e Guilherme Boulos (PSOL) durante debate na TV Globo, em 3 de outubro de 2024. — Foto: Fabio Tito/de

Além do uso de documento falso, a ação penal também investiga a equipe de Marçal pelo crime de difamação contra o atual deputado federal do PSOL. Durante debates transmitidos pela TV Bandeirantes, Marçal se referiu ao adversário como “cheirador de cocaína”.

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