Após quase dois meses no Irã, Antônio Guerra Peixe estava prestes a viajar para a Tunísia como técnico da seleção iraniana de handebol de praia. No dia 13 de junho, ele estava no aeroporto de Teerã aguardando o embarque quando os ataques entre Irã e Israel começaram, provocando o cancelamento dos voos. Apesar dos passaportes carimbados e da expectativa de embarque iminente, a incerteza tomou conta do cenário.
A busca por alternativas para sair do Irã se estendeu por dias, até que, no domingo (22), Antônio Guerra Peixe conseguiu deixar o país com o apoio da federação iraniana de handebol. Uma viagem de mais de mil quilômetros de carro até a Armênia foi a solução encontrada para escapar da crise. A jornada foi longa e cheia de desafios, mas finalmente, o treinador brasileiro encontrou abrigo na Embaixada do Brasil em Erevan.
Durante seu período no Irã, Antônio Guerra Peixe enfrentou momentos de tensão, como a proximidade de uma explosão nas redondezas do hotel onde estava hospedado. Com a continuidade do conflito e a ausência de previsão para a reabertura do espaço aéreo, o técnico entrou em contato com a Embaixada do Brasil em Teerã em busca de assistência, mas encontrou dificuldades para obter respostas claras sobre sua situação e possibilidade de saída do país.
Apesar das adversidades, a federação de handebol foi fundamental para organizar a saída de Antônio Guerra Peixe do Irã por terra, conduzindo-o até a Armênia. Após uma jornada de mais de 20 horas, o treinador e seu companheiro foram recebidos pela Embaixada do Brasil em Erevan, onde aguardam o voo de retorno ao Brasil. A viagem de volta está prevista para chegar a São Paulo ainda nesta semana, com a passagem custeada pela federação.



