Como é o treinamento de guarda-vidas que utilizam até helicópteros em praias do
RS
Profissionais participaram de simulação como parte da preparação contínua da
Operação Verão 2026, que conta com 906 agentes em todo o litoral gaúcho.
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Como é o treinamento de guarda-vidas que utilizam até helicópteros em praias do
RS
Cerca de 30 guarda-vidas participaram de um treinamento intensivo em Tramandaí,
no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. A atividade, que faz parte da preparação contínua para
a Operação Verão 2026, incluiu uma simulação de resgate em alto-mar com o uso de
um helicóptero da corporação.
O treinamento começou cedo, com um trecho de corrida seguido por uma travessia
de natação na barra do Rio Tramandaí. Antes das 8h, os profissionais pularam da
ponte Giuseppe Garibaldi, enfrentando a correnteza contrária em um exercício que
exige força e resistência. Até o cão Bob, de um dos guarda-vidas, participou da
atividade.
Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros Militar (CBMRS), Thiago Bona, a ação
integra o programa de capacitação diária dos agentes. “Esse treinamento faz
parte do nosso treinamento continuado, que é realizado diariamente pelos
guarda-vidas”, explicou.
Após 18 minutos de natação, os profissionais iniciaram outro desafio: a
simulação de um resgate em alto-mar com o helicóptero. A aeronave, que atende
todo o litoral, é acionada principalmente em áreas de difícil acesso ou quando a
vítima se afasta muito da costa.
De acordo com o coordenador da Operação Verão 2026, coronel Mattei, o primeiro
equipamento a ser usado em um salvamento é o jet ski, pela rapidez na resposta.
“Quando nós temos locais que não são cobertos, com maior distância e normalmente
a vítima já foi levada pela forte corrente, aí a gente coloca, além do jet ski,
também o acionamento do helicóptero”, detalhou.
Para o sargento Malet, bombeiro militar e guarda-vidas há 17 anos, a preparação
constante é fundamental. A rotina diária inclui preparar a guarita, conferir as
condições do mar e sinalizar as bandeiras.
> “Quase todos os dias no turno da manhã a gente costuma entrar no mar pra
> verificar buraco, corrente, onde a gente identifica que o mar tá um pouquinho
> mais estranho”, conta.
A profissão, que coloca a própria vida a serviço do outro, é vista como uma
missão gratificante. “É uma atividade que me traz mais gratificação pessoal.
Retirar uma vida do mar ou conseguir fazer o resgate com êxito é uma sensação
inexplicável”, afirma o sargento.
> “É um sentimento de dever cumprido”, finaliza.




