Um trágico acidente na **BR-367** provocou a morte de três servidoras da saúde de Santa Maria do Salto na noite da última segunda-feira (8/6). O acidente ocorreu por volta das 20h15, no km 40 da rodovia, onde o veículo oficial, um Fiat Argo da Prefeitura, colidiu frontalmente com uma caminhonete Toyota Hilux. As vítimas, identificadas como Gabriela Caires da Silva (39 anos), Hignis Camargo Dias Brito (39 anos) e Silvânia Ferreira Luz (45 anos), estavam a serviço quando o acidente aconteceu, gerando um impacto profundo na comunidade local e levantando questões sobre segurança nas estradas.
A BR-367 já possui um histórico preocupante em acidentes, especialmente na altura de Jacinto, onde a combinação de condições climáticas pode prejudicar a visibilidade e a aderência dos veículos. Dados de acidentes anteriores mostram que esse trecho é considerado de risco devido ao aumento da frequência de colisões, principalmente em dias de chuva. A rodovia enfrenta problemas de manutenção, o que potencializa o grau de perigo. Além disso, a falta de sinalização adequada é uma matéria em discussão entre os órgãos competentes e as comunidades locais.
Em resposta ao acidente, as autoridades estão analisando as circunstâncias do ocorrido. O boletim de ocorrência da Polícia Militar (PMMG) informa que a perícia da Polícia Civil (PCMG) foi acionada para investigar a causa da colisão. “Não encontramos marcas de frenagem, o que sugere que a manobra perdedora de controle pode ter acontecido em um momento inesperado”, informa o registro policial. O teste do bafômetro realizado no motorista da Hilux, que também se feriu na colisão, resultou negativo para consumo de álcool, o que levanta questionamentos sobre fatores como velocidade ou condições da pista nesse momento.
Como foi a dinâmica do acidente?
O acidente envolveu um total de dois veículos: o Fiat Argo, que ocupava a lane leste da rodovia, e a Toyota Hilux, que seguia no sentido contrário. Após o impacto frontal, Gabriela e Hignis foram ejetadas, ficando presas às ferragens. Uma médica do Samu constatou a morte das duas no local. Silvânia, embora tenha sido socorrida, não sobreviveu aos ferimentos antes de chegar ao Hospital Bom Pastor. A gravidade da situação ficou ainda mais evidente com relatos de que outras duas passageiras do Argo, Claricy Almeida Bispo (25 anos) e Luciene Ferreira Luz (37 anos), também ficaram feridas, apresentando lesões severas que exigem atendimento médico especializado.
A colisão gerou um congestionamento significativo na BR-367, levando a uma interdição temporária da pista, que ficou bloqueada por algumas horas enquanto as autoridades trabalhavam para remover os veículos e atender as vítimas. Motoristas foram desviados para rotas alternativas, enquanto equipes de emergência estavam no local prestando socorro.
Qual era a condição e o atendimento às vítimas?
Além das servidoras falecidas, duas acompanhadas no Fiat Argo, Claricy e Luciene, enfrentaram sérios ferimentos. Claricy sofreu uma fratura no fêmur e foi levada ao Hospital Deraldo Guimarães, onde seu estado está sendo monitorado. Luciene apresenta traumatismo craniano e diversas lesões faciais, com previsão de cirurgias para estabilização. O motorista e a passageira da Hilux também apresentaram ferimentos, com o motorista de 62 anos relatando fraturas e a passageira, de 48 anos, estado de dores abdominais.
Esse acidente reitera a necessidade de investigar e melhorar a segurança nas rodovias da região. Registros de acidentes anteriores mostram que o km 40 da BR-367 já teve outros incidentes fatais, destacando a urgência em se adotar medidas de segurança para motoristas que transitam pela área. A rodovia requer atenção constante das autoridades para garantir a segurança.
Qual a situação atual e as próximas ações?
O caso ainda está sob análise pelas autoridades, com perícias sendo realizadas para averiguar mais detalhes sobre a origem do acidente. As imagens e dados colhidos do local poderão contribuir para futuras decisões e possíveis readequações de segurança na BR-367. Especialistas em segurança viária têm ressaltado a necessidade de um plano de ação mais robusto para combater a alta taxa de acidentes no trecho.
A expectativa agora é que as autoridades liberem a pista assim que a investigação for concluída e sejam implementadas medidas que garantam a proteção de todos os que trafegam nessa importante via. Em paralelo, a comunidade local aguarda explicações sobre as circunstâncias do acidente e se há necessidade de campanhas de conscientização sobre segurança, condições de tráfego e cuidados necessários ao dirigir.



