Trump critica acordo do Reino Unido com Maurício sobre Ilhas Chagos e lança alerta de segurança para Groenlândia

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DE diz que Reino Unido cometerá “grande estupidez” ao entregar soberania das Ilhas Chagos e liga o caso à Groenlândia

O presidente dos Estados Unidos ataca o acordo com Maurício, cita a base militar em Diego Garcia e volta a defender a aquisição da Groenlândia

20 de janeiro de 2026, 04:34 h

Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, e Donald Trump (Foto: Carl Court/Reuters)

247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou duramente o plano do Reino Unido de transferir a soberania do arquipélago de Chagos a Maurício, classificando a iniciativa como um erro grave e um gesto de fraqueza que colocaria em risco interesses estratégicos de Washington. O foco da crítica é a ilha de Diego Garcia, onde funciona uma base militar considerada vital pelos Estados Unidos.

A declaração foi publicada por Trump na rede Truth Social e repercutida pela BBC News, em cobertura de última hora, no contexto do acordo britânico que prevê a devolução formal da soberania das Ilhas Chagos a Maurício, mantendo Diego Garcia sob uso militar por meio de um arrendamento de longo prazo.

DE diz que acordo de “grande estupidez” e fala em “fraqueza total”

Em tom agressivo, Trump ironizou o Reino Unido, aliado dos Estados Unidos na Otan, e afirmou que o país estaria “doando” um território estratégico sem qualquer justificativa. Ele escreveu: “De forma chocante, nosso ‘brilhante’ aliado da Otan, o Reino Unido, está atualmente planejando entregar a ilha de Diego Garcia, local de uma base militar vital dos EUA, a Maurício — e fazer isso sem absolutamente nenhuma razão.”

Na sequência, o presidente dos EUA afirmou que potências rivais observariam a decisão britânica como sinal de vulnerabilidade geopolítica: “Não há dúvida de que China e Rússia notaram esse ato de fraqueza total. São potências internacionais que só reconhecem força.”

DE então endureceu ainda mais a crítica, classificando a medida como um ato de irresponsabilidade estratégica: “O Reino Unido entregar terras extremamente importantes é um ato de GRANDE ESTUPIDEZ.”

DE LIGA O CASO CHAGOS À DEFESA DA AQUISIÇÃO DA GROENLÂNDIA

Além de atacar o acordo envolvendo Maurício, Trump usou o episódio para retomar sua defesa de que os Estados Unidos deveriam adquirir a Groenlândia. Segundo ele, o movimento do Reino Unido reforçaria uma “longa lista” de razões de segurança nacional para essa ambição territorial. Em sua postagem, Trump afirmou que a entrega da soberania de Chagos seria “mais uma em uma longa linha de razões de segurança nacional pelas quais a Groenlândia precisa ser adquirida.”

Na mesma mensagem, o presidente dos EUA pressionou diretamente a Dinamarca e aliados europeus: “A Dinamarca e seus aliados europeus têm que fazer a coisa certa.”

O QUE SÃO AS ILHAS CHAGOS E POR QUE DIEGO GARCIA É ESTRATÉGICA

O arquipélago de Chagos, localizado no Oceano Índico, é motivo de disputa histórica entre o Reino Unido e Maurício. O ponto mais sensível é Diego Garcia, onde opera uma base militar utilizada por forças dos EUA e do Reino Unido, considerada estratégica para operações na região.

O acordo discutido prevê a transferência de soberania para Maurício, mas mantém o uso militar de Diego Garcia por meio de um arrendamento de longo prazo. Esse modelo busca conciliar o reconhecimento da soberania mauriciana com a preservação da estrutura militar que já existe no local.

POLÊMICA CRESCE APESAR DE GARANTIAS DE MANUTENÇÃO DA BASE

Mesmo com a previsão de continuidade das operações militares, a reação de Trump coloca pressão política sobre o governo britânico e pode reacender controvérsias sobre os termos do acordo. A fala do presidente dos EUA sugere que, ao menos no campo político, a questão não está encerrada — e pode se tornar alvo de disputas diplomáticas mais amplas.

A posição atual de Trump também chama atenção porque, no ano passado, ele havia indicado disposição para aceitar o acordo britânico que transfere a soberania das Ilhas Chagos a Maurício. Agora, porém, o presidente dos Estados Unidos adota um discurso muito mais agressivo, tratando o movimento como sinal de fraqueza e como ameaça à segurança internacional.

UMA CRISE QUE MISTURA SOBERANIA, GEOPOLÍTICA E PRESSÃO SOBRE ALIADOS

A crise envolvendo as Ilhas Chagos revela como disputas de soberania podem se transformar rapidamente em peças de um tabuleiro geopolítico maior. Ao citar China e Rússia, Trump tenta enquadrar o episódio como um teste de “força” do Ocidente diante de rivais estratégicos.

Ao mesmo tempo, o presidente dos EUA eleva o custo político para o Reino Unido, sugerindo que decisões tomadas em Londres poderiam ser interpretadas em Washington como concessões perigosas. Para Maurício, por sua vez, o acordo tem valor simbólico e diplomático, ao consolidar uma reivindicação histórica sobre o território.

Com a intervenção pública de Trump, o tema tende a ganhar novos desdobramentos, ampliando o potencial de tensão entre aliados e reabrindo o debate sobre o controle de territórios estratégicos em um cenário internacional marcado por disputa de influência e corrida por posições militares no Oceano Índico.

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