Trump voltou a ameaçar o Irã e disse que enviou uma “grande força” ao Oriente Médio. O envio da força naval acontece em meio a tensões e sanções anunciadas por Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou um discurso de confronto contra o Irã nesta quinta-feira (22), afirmando que uma “grande força” militar está sendo deslocada para a região do Oriente Médio. Durante uma entrevista concedida a jornalistas a bordo do Air Force One, Trump mencionou que a movimentação tem caráter preventivo e que Washington está monitorando de perto as ações do governo iraniano em meio ao crescente aumento das tensões regionais.
Trump enfatizou o deslocamento de navios militares na direção do Oriente Médio como medida de precaução. Ele afirmou que uma grande flotilha está seguindo para lá e que espera que nada aconteça, mas que estão observando o país com atenção. As informações sobre o deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e navios de escolta foram divulgadas pela imprensa dos Estados Unidos, indicando a movimentação das embarcações do Mar do Sul da China para a região do Oriente Médio.
Além do aspecto militar, Trump confirmou a intenção de intensificar as sanções econômicas contra o Irã. Ele anunciou que uma tarifa de 25% será aplicada a todos os países que mantiverem relações comerciais com Teerã, com a medida entrando em vigor em breve. Essa decisão pode ter impactos diretos no Brasil, que importou US$ 84,5 milhões do Irã em 2025, destacando produtos como ureia, pistache e uvas secas, e exportou US$ 2,9 bilhões ao país, principalmente milho, soja e açúcar.
As novas ameaças de Trump contrastam com declarações anteriores em que ele havia reduzido o tom em relação ao Irã. Após pressões e pedidos de recuo por parte da alta cúpula da Casa Branca, governos do Oriente Médio e Israel, Trump havia sugerido uma intervenção em resposta à repressão do regime iraniano, mas posteriormente recuou. Mesmo assim, o governo iraniano afirmou que atacará alvos estadunidenses no Oriente Médio em caso de bombardeio, levando os EUA e países aliados a recomendarem a saída de seus cidadãos do território iraniano.
As manifestações internas no Irã perderam força nas últimas semanas, com o regime admitindo a morte de mais de 3 mil pessoas durante os protestos, embora organizações de direitos humanos apontem que o número de vítimas seja maior. Diante desse cenário tenso e das incertezas sobre possíveis ações militares, a região do Oriente Médio permanece sob vigilância internacional e com a expectativa de desdobramentos políticos e diplomáticos significativos nos próximos dias.




