Trump confirma ter ordenado envio de mais navios de guerra ao Oriente Médio
O governo dos EUA tenta pressionar o Irã para a negociação de um acordo que
limite o programa nuclear do país
27 de janeiro de 2026, 22:24 h
Donald Trump (Foto: Daniel Torok/Reuters) Apoie o 247 [/apoio]Siga-nos no Google News
247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira
(27) que determinou o envio de mais navios de guerra norte-americanos para a
região próxima ao Irã, em um movimento de pressão sobre Teerã para a negociação
de um acordo que limite o programa nuclear do país.
“Há outra bela armada flutuando em direção ao Irã neste momento. Espero que eles
façam um acordo”, disse Trump em discurso.
De acordo com a TeleSUR, o anúncio ocorre em meio ao aumento das tensões no
Oriente Médio e um dia após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom)
confirmar a chegada do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln à
região, reforçando a presença militar norte-americana.
A decisão também ocorre em meio a protestos no Irã, onde manifestantes cobram
melhorias econômicas.
REAÇÃO DO IRÃ
O governo iraniano denunciou que representantes de países estrangeiros,
principalmente dos EUA, tentam interferir no Irã
Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail
Baqai, criticou qualquer tentativa de intervenção estrangeira e reforçou a
posição de autossuficiência do país asiático.
“A chegada de um navio de guerra desse tipo não afetará a determinação e a
seriedade do Irã em defender a nação”, disse, em referência direta ao USS Abraham Lincoln.
O Irã instalou um outdoor em uma praça central da capital iraniana, Teerã, com a
imagem de um porta-aviões destruído e a frase: “Quem semeia vento colhe
tempestade”.
PETRÓLEO
De acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o país
asiático foi o sexto maior produtor de petróleo bruto em 2024, com 3,2 milhões
de barris por dia. O Brasil foi o quinto (3,3 milhões). Os EUA ficaram em
primeiro (13,2 milhões), seguidos por Arábia Saudita (8,9 milhões), China (4,2
milhões), e Iraque (3,8 milhões). Os números foram divulgados em 5 de agosto de
2025 pelo jornal Valor Econômico.
O World Atlas 2024 apontou o Irã em terceiro lugar entre os maiores com as maiores reservas de petróleo (208.60 bilhões de barris de petróleo), atrás da Arábia Saudita (267.19 bilhões) e da Venezuela (303.22 bilhões).
Do quarto ao décimo, a sequência fica da seguinte forma – Canadá (163.63), Iraque (145.02), Emirados Árabes Unidos (113.00 bilhões), Kuwait (101.50
bilhões), Rússia (80.00 bilhões), EUA (55.25 bilhões) e Líbia (48.36).
GUERRA HÍBRIDA
Segundo a TeleSUR, o contexto de pressão sobre o Irã também envolve o que
analistas classificam como uma estratégia de “guerra híbrida”. Organizações
sediadas em Washington, como o Centro Abdorrahman Boroumand para os Direitos
Humanos no Irã e a entidade Ativistas de Direitos Humanos no Irã, têm sido
frequentemente citadas como fontes primárias por veículos como The Washington
Post, BBC e ABC News.
Ainda conforme a reportagem da TeleSUR, essas organizações recebem financiamento da Fundação Nacional para a Democracia (NED, na sigla em inglês), criada em 1983 sob supervisão do então diretor da CIA, William Casey.
O veículo também aponta que a disputa em torno do Irã não se limita à atuação
dos Estados Unidos, citando a entrada do Mossad, serviço de inteligência de
Israel, no cenário de apoio a ações associadas ao governo Trump, ampliando o
quadro de pressão externa sobre Teerã em meio ao agravamento das tensões
regionais.




