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Brasília (DF) — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou na última segunda-feira (4) a mascote oficial das Eleições 2026, designada “Pilili”, uma inovadora representação da urna eletrônica, que promete uma campanha dinâmica voltada para engajar os jovens eleitores do Brasil. O evento de lançamento ocorreu em um ato que celebrou os 30 anos da urna eletrônica no Brasil, com a presença da ministra Cármen Lúcia, presidente do TSE.

Na cerimônia, Cármen Lúcia destacou que a “Pilili” é uma defensor da democracia e simboliza a Justiça Eleitoral, sendo uma presença sociável e acessível aos diversos públicos. “Inspirada na urna eletrônica, a mascote será a porta-voz da Justiça Eleitoral, defendendo o voto e a escolha consciente”, afirmou a ministra, enfatizando o papel crucial que os cidadãos desempenham na construção da democracia.

A “Pilili” possui um nome que remete ao som característico da urna eletrônica quando a votação se encerra. Ela não tem voz, mas se comunica através de gestos e formas gráficas, fazendo dela uma figura dinâmica que se espera que consiga atrair a atenção dos jovens. Ao pressionar a tecla “confirma” na roupa da mascote, o icônico som “pilili” ecoa, remetendo imediatamente ao processo eleitoral.

Qual a importância da mascote “Pilili” para as eleições de 2026?

A mascote “Pilili” foi idealizada com o objetivo de incentivar a participação de jovens eleitores, que frequentemente representam uma porcentagem significativa do público que não comparece às urnas. Em um contexto onde a desinformação e a desmotivação podem afetar o comparecimento, o TSE busca, por meio da mascote, uma abordagem criativa e envolvente, acessível a todos os públicos e especialmente eficaz nas redes sociais.

Além de aparecer em eventos e iluminar as mídias sociais, a “Pilili” será utilizada em animações educativas, tutoriais e materiais impressos. Segundo o TSE, a mascote fará uma turnê pelo país, aparecendo em festas juninas e outras comemorações regionais, o que ajudará a integrá-la culturalmente nas diferentes localidades do Brasil.

Cármen Lúcia também frisou a importância da urna eletrônica nos últimos 30 anos, ressaltando como sua implementação revolucionou o sistema eleitoral brasileiro. “Com a urna eletrônica, as fraudes eleitorais foram praticamente eliminadas, e não há mais espaço para dúvidas sobre os resultados das eleições”, complementou a ministra. A introdução da “Pilili” como mascote permitirá um foco renovado nas vantagens desse sistema e a importância do voto consciente.

De que maneira “Pilili” se destaca entre outras mascotes eleitorais?

Segundo informações do TSE, a “Pilili” foi projetada para ser uma figura inclusiva, não tendo um gênero definido, uma decisão que reflete a busca por neutralidade e a eliminação de estereótipos. Esta abordagem se alinha com as metas do tribunal de apresentar uma Justiça Eleitoral moderna e democrática, que respeita a diversidade do eleitorado brasileiro. A necessidade de envolver todos os setores da sociedade nas eleições é um dos pilares da campanha de 2026.

A criação da mascote começa com uma proposta desenvolvida pela Coordenadoria de Mídias e Web (Coweb) da Secretaria de Comunicação e Multimídia do TSE em 2023. O desenvolvimento da “Pilili” envolve a incorporação de elementos que representam diferentes culturas e costumes brasileiros, uma estratégia que pode fortalecer a conexão com os eleitores nas diversas regiões do território nacional.

Quais são os impactos esperados da “Pilili” nas eleições e na juventude?

Com a proposta de interagir com o público jovem, o TSE visa utilizar a “Pilili” como uma ferramenta de marketing que não apenas promove a importância do voto, mas também educa sobre os direitos eleitorais e a importância da participação cidadã. A mascote terá presença significativa nas redes sociais, onde o engajamento da juventude é crucial.

A expectativa é que a “Pilili” atraia a atenção de jovens influenciadores, fazendo com que a mensagem da Justiça Eleitoral chegue a um público que, de outra forma, pode não se interessar pelo processo eleitoral. Isso é especialmente importante considerando que pesquisas apontam que há uma tendência de crescimento entre os jovens que se afastam do voto, o que pode impactar diretamente o futuro político do Brasil.

O TSE também pretende utilizar dados de pesquisas sobre a participação do eleitorado jovem nas eleições para ajustar as estratégias de envolvimento. Esse foco pode ser uma solução para os desafios que sempre caem sobre os ombros do tribunal em tempos de eleições, em que a abstenção, especialmente entre os jovens, frequentemente atinge taxas alarmantes.

Como “Pilili” se relaciona com a história e o futuro da urna eletrônica?

A mascote “Pilili” não é apenas uma inovação, mas também um símbolo do legado da urna eletrônica, que completa 30 anos de história sendo uma das maiores conquistas no cenário eleitoral do Brasil. A urna eletrônica trouxe segurança e praticidade às eleições, e por meio da “Pilili”, o TSE reitera esse compromisso com a transparência e a acessibilidade nos processos eleitorais.

A introdução da mascote também reflete preocupações contemporâneas, em que a desinformação pode minar a confiança no sistema eleitoral. Através das redes sociais e iniciativas de comunicação, o TSE pode trabalhar para enfrentar as fake news e promover uma imagem positiva e confiável do processo eleitoral, criando um ambiente mais saudável para que os cidadãos participem ativamente.

O projeto da mascote foi desenvolvido juntamente com campanhas que incluem baneiras informativas e interações nas principais plataformas sociais, uma maneira eficaz de garantir que as informações cheguem rapidamente ao maior número possível de eleitores.

A partir desse momento, espera-se que a presença de “Pilili” nas mídias sociais e eventos contribua para uma nova era de participação cidadã, onde o voto é visto como uma ferramenta poderosa de transformação social, contribuindo para que as eleições de 2026 possam ser um marco na história democrática do Brasil.

O lançamento da mascote “Pilili” é um sinal claro de que o TSE está investindo no futuro da democracia brasileira, buscando inovar em suas práticas para garantir que cada voto conte. Assim, o trabalho da Justiça Eleitoral não termina com o dia da votação — é um esforço contínuo que requer a colaboração de todos os cidadãos, especialmente os jovens.

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