Em decisão histórica, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022. Essa decisão marca mais um capítulo na longa lista de ex-chefes do Executivo fluminense atingidos por sanções na Justiça. Com essa medida, o estado já contabiliza pelo menos 7 ex-governadores que enfrentaram períodos de inelegibilidade nas últimas décadas, em processos que variam desde abuso de poder eleitoral até condenações por corrupção e improbidade administrativa.
A decisão do TSE trouxe à tona suspeitas de uso indevido de programas públicos e da estrutura do estado por parte de Cláudio Castro para favorecer sua campanha de reeleição, incluindo a Fundação Ceperj e a Uerj. Mesmo após a renúncia ao cargo, o tribunal manteve o julgamento, deixando o político inelegível por até 8 anos, o que pode inviabilizar suas pretensões de disputar eleições futuras.
Wilson Witzel
Outro ex-governador que enfrentou restrições à sua elegibilidade foi Wilson Witzel, barrado pela Justiça Eleitoral nas eleições de 2022 devido a irregularidades na prestação de contas e problemas na apresentação de certidões exigidas por lei. Seu afastamento do cargo por impeachment contribuiu para a aplicação de tais restrições.
Sérgio Cabral
Sérgio Cabral, ex-governador condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em processos ligados à Lava Jato, sofreu sanções que o tornaram inelegível por 8 anos. Mesmo com parte das condenações anuladas nos últimos anos, Cabral ainda enfrenta obstáculos legais que podem manter suas restrições à elegibilidade ativas.
Luiz Fernando Pezão
Luiz Fernando Pezão, também ex-governador, foi declarado inelegível por abuso de poder político e econômico relacionado às eleições de 2014. Decisões posteriores e mudanças na legislação modificaram sua situação, permitindo sua eleição como prefeito de Piraí em 2024, após a suspensão dos efeitos de suas condenações.




