O tuco-tuco, um roedor ameaçado de extinção, foi flagrado em meio às dunas no Litoral do Rio Grande do Sul, chamando a atenção dos moradores e visitantes da região. Este exemplar da espécie, que é considerada a mais ameaçada entre as sete presentes no país, lembra as marmotas do hemisfério Norte, porém, é parente das capivaras, ratões-do-banhado, preás e outros pequenos roedores típicos da América do Sul.
Quem passeava pelas areias do Litoral do Rio Grande do Sul se deparou com este pequeno mamífero roedor, como foi o caso do historiador Rodrigo Trespach, na praia de Santa Terezinha, em Imbé. No último dia 29, um tuco-tuco tímido chamou atenção ao cavar uma de suas tocas nas galerias subterrâneas onde vive.
Os tuco-tucos, além de se assemelharem às marmotas do hemisfério Norte, se alimentam de gramíneas e raízes, sendo parentes próximos de outros roedores da região. Apesar de sua semelhança com as marmotas, estão em uma situação mais crítica de extinção, estando na lista vermelha da União Mundial para a Natureza como ameaçados de extinção.
O tuco-tuco-das-dunas, como é conhecido, é endêmico do Rio Grande do Sul e possui distribuição restrita apenas nas dunas frontais da região costeira do estado, desde o Chuí até Arroio Teixeira. A urbanização e o pisoteio são fatores que contribuem para que esse animal perca seu habitat natural, sendo fundamental a preservação das áreas onde habitam.
Para assegurar a sobrevivência deste roedor tão importante para a região, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) está engajada no Projeto Tuco-Tuco, que busca informar a importância da presença desses animais através de placas informativas nas praias, especialmente nos locais onde habitam. Com o trabalho de conscientização e preservação, espera-se garantir a existência dessa espécie por muitas gerações.
É fundamental a proteção e preservação do tuco-tuco-das-dunas para manter o equilíbrio e a biodiversidade do ecossistema local. A conscientização da população e ações de conservação são essenciais para garantir a existência desses roedores em seu habitat natural, contribuindo para a preservação da fauna local. A observação e proteção dessas espécies são vitais para garantir a riqueza e a diversidade da região.




