Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema
A Justiça do Rio julga nesta terça-feira (24) a advogada e influencer argentina Agostina Páez, ré em um caso de injúria racial quando saía de um bar na Zona Sul do Rio de Janeiro no começo do ano.
Agostina passará por uma audiência de instrução e julgamento na 37ª Vara Criminal. O processo corre em segredo de justiça.
Investigação e Denúncia
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Agostina se referiu a um funcionário do bar como “negro” de forma pejorativa e, ao deixar o local, usou a palavra “mono”, que em espanhol significa macaco, além de imitar gestos do animal.
Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas, usando expressões como “negros de m…” e “monos” para outros dois funcionários, caracterizando três crimes.
Um vídeo com os gestos viralizou nas redes sociais e deu início à investigação da Polícia Civil, que a indiciou por injúria racial.
Prisão e Liberdade
A prisão preventiva foi decretada após a 37ª Vara Criminal aceitar a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O pedido se baseou no risco de fuga e no comportamento reiterado da advogada, que, de acordo com a promotoria, repetiu as ofensas mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil.
Agostina foi presa no dia 6 de fevereiro, mas foi solta na mesma noite após decisão da mesma Vara Criminal. Desde então, ela permanece no Brasil, utilizando uma tornozeleira eletrônica.
Defesa e Arrependimento
A advogada Carla Junqueira, que representa Agostina Páez, afirmou que sua cliente reconhece o erro que cometeu, por desconhecimento da legislação brasileira a respeito do racismo.
Carla Junqueira, no entanto, diz que as penas impostas à sua cliente podem ser substituídas por outras medidas.




