Turista presa por injúria racial em Salvador posou com baianas e Filhos de Gandhy antes do crime: Julgamento marcado.

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Turista presa por injúria racial em Salvador tirou fotos com baianas e Filhos de
Gandhy dias antes do crime. Uma mulher do Rio Grande do Sul foi presa na quarta-feira (21), após xingar e cuspir em uma comerciante negra no Pelourinho.

Marcada audiência de custódia da turista gaúcha que cometeu injúria racial. A turista do Rio Grande do Sul, presa por suspeita de injúria racial em Salvador, publicou fotos com baianas e com Filhos de Gandhy dias antes do crime. Ela foi presa na quarta-feira (21), após proferir ofensas racistas e cuspir em uma vendedora ambulante negra no Pelourinho, no centro histórico da cidade.

Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, se apresenta nas redes sociais como criadora de conteúdo para viajantes. Ela estava em Salvador há cerca de sete dias e participou da Lavagem do Bonfim, festa popular da capital baiana com elementos do catolicismo e de religiões de matriz africana. Na ocasião, Gisele postou fotos com um grupo de baianas. No estado, as baianas são mulheres negras que representam uma tradição cultural ligada à história, religião, comida e identidade.

A turista também publicou uma foto com integrantes do grupo de Filhos de Gandhy, um afoxé criado em 1949, no Centro Histórico de Salvador, que é um símbolo de resistência negra e prega uma mensagem de paz e valorização da cultura afro-brasileira. Além disso, a suspeita curtiu o show da Timbalada, banda e movimento musical de Salvador que une ancestralidade, identidade afro-baiana e inovação.

O crime aconteceu na Praça das Artes, no Pelourinho, durante um evento gratuito que acontecia no local. Em entrevista à TV Bahia, a vítima, identificada como Hanna, contou que trabalhava no bar do evento quando foi xingada de “lixo” pela suspeita. Segundo a comerciante, a turista olhava em seus olhos e dizia: “Eu sou branca”. A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin). Após o registro da ocorrência, a turista foi conduzida à Decrin, onde, segundo a polícia, continuou a adotar uma conduta discriminatória.

Oitivas foram realizadas pela equipe da Decrin, que conduz a investigação. A suspeita permanece custodiada e está à disposição da Justiça. A turista também solicitou atendimento exclusivo por um delegado de pele branca enquanto estava na delegacia. Fique por dentro de mais notícias do estado no DE Bahia. Confira vídeos do DE e TV Bahia para mais informações sobre o caso.

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