Turistas se surpreendem ao encontrar sucuri em cachoeira: vídeo viraliza. Medidas preventivas e ações educativas são destacadas.

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VÍDEO: Turistas se surpreendem ao encontrar sucuri durante passeio em cachoeira
no Amazonas

Imagens registram o animal inicialmente nas águas da cachoeira e, em outro
momento, já fora da água, entre as raízes de uma árvore após ter sido manuseado
pelo guia de ecoturismo, Mário Sérgio.

Grupo se surpreende ao encontrar sucuri durante passeio em cachoeira do Amazonas
[https://s04.video.glbimg.com/x240/14292991.jpg]

Grupo se surpreende ao encontrar sucuri durante passeio em cachoeira do Amazonas

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um grupo de
turistas se surpreende ao encontrar uma sucuri durante um passeio na cachoeira
da Neblina, em Presidente Figueiredo
[https://g1.globo.com/am/amazonas/cidade/presidente-figueiredo/], no interior do
Amazonas. As imagens registram o animal inicialmente nas águas da cachoeira e,
em outro momento, já fora da água, entre as raízes de uma árvore. Assista ao
vídeo acima.

No vídeo, o guia de ecoturismo Mário Sérgio aparece manuseando o animal, que é
levado para próximo dos turistas. Uma das pessoas do grupo chega a tocar na
cobra enquanto outros assistem à cena.

Por meio das redes sociais, o guia afirmou que a ação teve como objetivo retirar
o animal de uma área com grande circulação de pessoas. Segundo ele, a sucuri
estava sendo cercada e perturbada por turistas, o que poderia resultar em riscos
tanto para o animal quanto para os visitantes.

De acordo com o guia, a cobra foi levada para um ponto mais abaixo da cachoeira,
considerado por ele mais seguro e com menor fluxo de pessoas. Mário Sérgio disse
ainda que atua há 18 anos com ecoturismo e que possui experiência no manejo de
animais silvestres.

> “Eu acabei realocando ela pra outro local, porque muita gente acaba falando
> besteira, dizendo que tá maltratando, dizendo que tá matando. A cachoeira é
> habitat de cobra, e eu simplesmente só tirei ela dali do caminho, porque tinha
> muita gente perturbando ela. Eu cheguei lá, já tinha um monte de gente em
cima. Eu simplesmente peguei e tirei. Na hora que eu tirei, veio muita gente
pra cima e eu levei ela mais pra baixo da cachoeira. Foi um local onde ninguém
vai, um local mais seguro”, contou.

AVALIAÇÃO DO IBAMA
Segundo o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos
Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Amazonas, Joel Araújo, uma análise
inicial do vídeo indica que, em princípio, o caso não caracteriza crime
ambiental.

> “Aparentemente houve um manuseio temporário do animal para garantir a
> segurança das pessoas e, em seguida, a devolução do animal à natureza. Nesse
> contexto, não há, em princípio, caracterização de crime ou infração
> ambiental”, explicou.

O superintendente ressaltou que o manuseio de animais silvestres deve ser feito
por pessoas capacitadas e autorizadas, e que uma conclusão definitiva depende de
uma apuração mais detalhada sobre o caso. Ele também destacou que a simples
exibição de animais silvestres em vídeos não configura crime ambiental.

ESPECIALISTA ALERTA PARA PREVENÇÃO
Para o biólogo Ildean Fernandes, o episódio reforça a necessidade de ações
contínuas de educação ambiental em áreas turísticas. Segundo ele, a sucuri não é
um animal agressivo, mas pode reagir de forma defensiva quando perturbada.

Em termos de segurança humana, esse estado de hiperestresse torna o
comportamento da sucuri altamente imprevisível.

> “Quando é retirada à força do ambiente, contida ou exibida para fotos, ocorre
> a ativação imediata da resposta ao estresse, levando à liberação de hormônios
> como corticosterona. Esse processo reduz a capacidade de avaliação do risco e
> pode desencadear reações defensivas extremas, como mordidas repetidas,
> movimentos bruscos e tentativas de constrição”, alertou o especialista.

O especialista defende que áreas de visitação adotem protocolos claros de
conduta, priorizando a observação passiva da fauna e evitando o manuseio de
animais silvestres.

> “Em casos de avistamento, a recomendação é manter distância, silêncio e,
> quando necessário, utilizar rotas alternativas”, finalizou.

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