Cascavel e Paraná – A alteração no Manual de Crédito Rural preocupa juristas e especialistas ligados ao agronegócio. A UBAU divulgou manifesto público reagindo às mudanças no alongamento das dívidas rurais, essencial em períodos difíceis. Entenda a importância do crédito rural, instrumento da Política Agrícola Nacional.
A nova redação do manual atribui mais poder às instituições financeiras, enfraquecendo a Política Agrícola Nacional. Isso pode gerar insegurança jurídica nas relações entre produtores e agentes financeiros, prejudicando a atividade produtiva do setor. A UBAU luta pela preservação das políticas públicas agrícolas e alerta para os riscos da transferência de responsabilidades ao produtor.
Como as mudanças impactam os produtores rurais e a economia local?
O novo entendimento do Manual de Crédito Rural pode ampliar a insegurança jurídica no setor agrícola, afetando diretamente os produtores e a economia local. Restringir a prorrogação das dívidas pode resultar na redução do número de agricultores e na concentração fundiária, provocando impactos profundos na estrutura do agronegócio brasileiro.
De acordo com a UBAU, a possibilidade de prorrogação dos financiamentos é crucial para permitir que os produtores superem quebras de safra sem encerrar suas operações. A instituição alerta que qualquer alteração nas normas que regem o crédito rural deve equilibrar a sustentabilidade financeira das operações com a proteção da atividade produtiva.
Qual a importância do crédito rural para a produção agropecuária brasileira?
O crédito rural é um dos pilares da política agrícola, fundamental para garantir a produção de alimentos, gerar empregos e fortalecer o setor agropecuário brasileiro. Limitar o direito à prorrogação das dívidas pode prejudicar a continuidade das operações dos produtores, ameaçando a estabilidade do setor e refletindo negativamente na economia do país.
A UBAU destaca que a defesa da política pública agrícola é essencial para manter a produção de alimentos, promover o desenvolvimento regional e fortalecer a posição do Brasil como uma potência no agronegócio global. A entidade reforça a importância de preservar os instrumentos que garantam estabilidade e previsibilidade ao setor, em benefício de toda a sociedade brasileira.


