UE avança para assinar acordo com Mercosul após Itália sinalizar apoio

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No mês de dezembro, Itália e França frustraram as expectativas de um acordo ao expressarem que não estavam prontos para apoiá-lo, devido a preocupações dos agricultores sobre a concorrência. No entanto, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, recebeu com satisfação uma proposta da Comissão Europeia. Esta proposta inclui um apoio de 45 bilhões de euros aos agricultores, o que ela descreveu como um passo positivo. O ministro italiano da Agricultura, Francesco Lollobrigida, afirmou que a União Europeia propõe aumentar os gastos com a agricultura no período de 2028 a 2034, ao invés de reduzi-los.
Uma fonte da União Europeia afirmou que a Itália votaria a favor do acordo comercial com o Mercosul em uma reunião agendada para sexta-feira. A Comissão Executiva tem como objetivo obter a ampla maioria de 15 Estados-membros, representando 65% da população da União Europeia, necessária para autorizar a assinatura do acordo. Este acordo, negociado ao longo de 25 anos, visa ser o maior da União Europeia em termos de redução de tarifas, com o intuito de impulsionar as exportações e reduzir a dependência de outros mercados.
Com Polônia e Hungria se opondo ao acordo e a França mantendo uma posição crítica, o apoio da Itália torna-se fundamental para a assinatura do tratado. Nas últimas duas semanas, a Comissão tem mantido discussões com os Estados-membros e está no caminho certo para a assinatura. Os comissários europeus devem apresentar garantias sobre o financiamento aos agricultores no próximo orçamento da União Europeia, incluindo um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros. A iniciativa de unir os fundos de coesão regional com os recursos da PAC gerou preocupações entre países com forte setor agrícola.

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