A UFPA reconheceu sua falha após divulgar o nome civil de pessoas trans e travestis no vestibular e prometeu rever seus protocolos. A instituição admitiu o erro na divulgação do listão do vestibular 2026, que expôs os nomes civis, indo contra as normativas do nome social estabelecidas. A Associação de Discentes Trans e Travestis da UFPA (Adisttrave) cobrou publicamente uma retratação e a implementação de mais políticas afirmativas.
A Universidade Federal do Pará (UFPA) emitiu uma nota nesta segunda-feira (2), reconhecendo a divulgação indevida dos nomes civis no listão de aprovados do vestibular de 2026. Esse erro ocorreu em desacordo com o direito ao uso do nome social garantido tanto internamente quanto pela legislação vigente. Mesmo identificando a falha no mesmo dia da divulgação, a UFPA se desculpou pela dor e constrangimento causados.
A Adisttrave ressaltou que o nome social é um direito assegurado no Brasil desde 2016 e que a UFPA começou a incluir essa opção após uma reivindicação em 2024. Em 2025, não houve denúncias de nomes civis no listão, o que representou uma vitória para a comunidade trans e travesti. A falha em 2026 foi considerada uma decepção e uma violência institucional pela associação.
A UFPA informou que, além da correção do listão, está aprimorando seus protocolos e sistemas acadêmicos para evitar erros semelhantes no futuro. O respeito à identidade de gênero e à dignidade de todas as pessoas é um princípio fundamental para a instituição. Um ato organizado pela Adisttrave pediu uma retratação pública da UFPA e políticas de inclusão para as pessoas trans e travestis, com a presidente da associação enfatizando a necessidade de medidas efetivas contra a transfobia.
A Adisttrave defende políticas de ações afirmativas para a entrada da população trans na UFPA, o uso de banheiros adequados e um espaço físico para a associação. A luta contra a transfobia precisa ir além de notas de desculpas e envolver medidas concretas de combate a essa forma de preconceito. No âmbito institucional, a transfobia deve ser tratada com a seriedade devida, buscando promover um ambiente mais inclusivo e respeitoso para todos.
A UFPA se comprometeu a rever seus procedimentos e sistemas para garantir o respeito à identidade de gênero e a dignidade de todas as pessoas. A instituição entende a gravidade do ocorrido e está tomando as medidas cabíveis para evitar repetições no futuro. A voz dos movimentos trans e travestis é essencial para a construção de um ambiente acadêmico mais inclusivo e seguro para todos os seus membros. Medidas efetivas de combate à transfobia são necessárias para garantir a equidade e o respeito dentro da universidade.




