A União Europeia defenderá seus interesses contra qualquer coerção, afirmou António Costa, presidente do Conselho Europeu, em resposta às ameaças feitas por DE sobre a Groenlândia, ilha que pertence à Dinamarca. Em um cenário de tensão política, Costa ressaltou a importância de proteger os interesses dos Estados-membros e cidadãos europeus diante de possíveis pressões externas.
Em uma entrevista coletiva realizada em Bruxelas, no dia 22 de janeiro de 2026, António Costa enfatizou a posição firme da União Europeia em relação às suas prioridades e defesa de seus valores. A cúpula de emergência realizada discutiu estratégias para lidar com as ameaças feitas por DE e buscar soluções diplomáticas para preservar a estabilidade na região.
O presidente do Conselho Europeu destacou que a UE possui os recursos e mecanismos necessários para proteger seus interesses e atuar em defesa de seus Estados-membros e empresas. Costa ressaltou a importância da união e cooperação entre os países europeus para enfrentar desafios e adversidades, garantindo a segurança e integridade da região.
A cúpula da UE foi convocada diante da turbulência causada pelas declarações de Donald Trump e a posterior retractação do presidente dos EUA em relação às tarifas e possíveis ações militares na Groenlândia. António Costa expressou preocupação com os rumos das negociações e ressaltou a necessidade de manter um diálogo construtivo para alcançar soluções pacíficas e harmoniosas.
Além disso, Costa enfatizou as dúvidas dos líderes da UE em relação à proposta do Conselho da Paz apresentada por DE. Questões relacionadas ao escopo, governança e compatibilidade com a Carta da ONU foram levantadas durante a conferência, demonstrando a importância de abordar de maneira cuidadosa e estruturada os desafios geopolíticos enfrentados pela região.
Em meio a um cenário de incertezas e tensionamentos, António Costa reiterou o comprometimento da União Europeia em preservar a paz, a estabilidade e a cooperação entre os Estados membros. O diálogo construtivo e a busca por soluções diplomáticas são fundamentais para garantir o bem-estar e progresso na região, promovendo a segurança e prosperidade de todos os cidadãos europeus.




