BELO HORIZONTE (MG) — Em um ano de resultados mistos para o sistema de ensino superior mineiro, seis das sete universidades federais do estado perderam posições na edição de 2026 do ranking global elaborado pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR), que lista as duas mil melhores instituições do planeta. A única exceção foi a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), que subiu da 1.294ª para a 1.283ª colocação mundial.
Apesar da tendência de queda, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) manteve-se como a melhor classificada entre as mineiras, ocupando a 508ª posição global. No levantamento anterior, a instituição figurava no 497º lugar, uma redução de 11 posições que a afastou do seleto grupo das 500 melhores do mundo, embora ainda esteja muito próxima desse patamar. As demais universidades federais do estado não conseguiram entrar no primeiro milhar ou registraram recuos ainda mais expressivos.
Desempenho nacional reflete perda de fôlego na pesquisa
No panorama brasileiro, a situação é igualmente desafiadora. Das 52 universidades nacionais listadas no ranking mundial, 45 perderam posições. Segundo o CWUR, o resultado é consequência direta da queda nos indicadores de pesquisa científica e do aumento da competitividade com instituições de outros países nos últimos anos. A Universidade de São Paulo (USP) continua a ser a mais bem colocada do país, na 119ª posição, seguida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 346º, e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 379º.
Ranking das federais mineiras expõe desafios estruturais
A lista completa das universidades mineiras no ranking CWUR 2026 mostra a realidade do setor. A UFMG lidera, mas a Universidade Federal de Viçosa (UFV) aparece na 1.015ª posição, seguida pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em 1.102º, e pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), em 1.302º. As quedas mais acentuadas foram registradas pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), que caiu para 1.479º, e pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em 1.944º, e pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que fechou a lista na 1.974ª colocação. Em nota oficial, o CWUR associou o desempenho brasileiro a “anos de financiamento insuficiente e ao enfraquecimento dos investimentos em pesquisa científica e ensino superior”.



