Vacinas que aqueceram em Paranaiguara terão que ser descartadas

Quase 900 doses de vacina contra a Covid-19 serão descartadas após um freezer aquecer no munícipio de Paranaiguara, a 350km de Goiânia. Além das doses contra o coronavírus, no freezer também estavam armazenados imunizantes contra outras 18 doenças.

A indicação foi feita pelo Ministério da Saúde, que indiciou que as vacinas não poderiam ser mais usadas. No freezer estavam guardadas 875 doses contra a Covid-19 da AstraZeneca e 1.252 doses contra outras doenças. De acordo com o Ministério, “o resultado da avaliação foi insatisfatório para o uso das vacinas Covid-19”, mas que não foi notificado sobre os problemas com outras vacinas de Paranaiguara. O Ministério também informou que “perdas operacionais, que correspondem a 10% do total de doses distribuídas das vacinas, já são previamente calculadas”.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o equipamento chegou a marcar 30ºC. O órgão informou que o freezer havia passado por manutenção recentemente e ainda não é possível verificar o que causou o problema. Uma perícia será feita para verificar o que aconteceu.

O munícipio deverá receber doses da vacina ainda esta semana, após a chegada de 189 mil doses de AstraZeneca, em Goiás, na madrugada desta quarta-feira (26).

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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