O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 6ª feira (20.mar.2026) que o governo vai comprar a Refinaria Landulpho Alves, vendida em 2021 durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em visita à refinaria Gabriel Passos (MG), declarou que “pode demorar um pouco, mas vamos comprar”.
A recompra da refinaria é defendida pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), desde o 1º ano do governo. Em 2023, disse: “É um ativo histórico e que fez parte da estratégia de desmonte do Sistema Petrobras e nunca deveria ter sido vendido”.
Em 2024, a CGU (Controladoria Geral da União) afirmou que o empreendimento foi vendida abaixo do preço de mercado. Na época, por causa da pandemia, a cotação internacional do petróleo estava em baixa.
A refinaria foi comprada por US$ 1,65 bilhão pelo fundo Mubadala, divisão de investimentos da Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi.
Apesar de não haver informação clara no relatório se houve alguma perda económica com a transação, a CGU questionou o momento da venda, considerando a crise global causada pela covid-19.
O presidente Lula e o ministro de Minas e Energia têm sido defensores da recompra da refinaria desde o início do atual governo. Alexandre Silveira destacou a importância histórica do ativo e criticou a venda realizada durante a gestão anterior.
“Pode demorar um pouco, mas vamos comprar. É estratégico para o país recuperar esse patrimônio petrolífero”, afirmou o presidente durante a visita à refinaria Gabriel Passos (MG) nesta sexta-feira. A decisão reflete a preocupação do governo com a soberania nacional e os impactos da venda da refinaria.
Os desdobramentos da possível recompra da Refinaria Landulpho Alves trazem à tona debates sobre a política energética nacional e a importância de garantir a segurança energética do país. A preocupação com a venda de ativos estratégicos tem sido tema de discussões tanto no governo quanto entre especialistas do setor.
A análise da Controladoria Geral da União sobre a transação ressalta a importância de avaliar criteriosamente a venda de ativos públicos e os impactos dessa decisão no cenário nacional e internacional. A preocupação com a segurança energética nacional e a autonomia do país são temas centrais nesse debate.
A recompra da Refinaria Landulpho Alves pela atual gestão reflete a preocupação do governo com a soberania nacional e a importância estratégica desse ativo para o país. A decisão de Lula em reverter a venda realizada em 2021 durante o governo Bolsonaro evidencia a busca por fortalecer o setor energético nacional e garantir a segurança energética do Brasil.



