Postes com câmeras do Smart Sampa são vandalizados por criminosos na Zona Sul de SP
Quatro equipamentos de monitoramento, que utiliza reconhecimento facial para
identificar foragidos da Justiça, estão derrubados há dias na Avenida Giovanni
Gronchi, uma das principais vias da região.
Quatro equipamentos de monitoramento, que utiliza reconhecimento facial para
identificar foragidos da Justiça, estão derrubados há dias na Avenida Giovanni
Gronchi, uma das principais vias da região.
Quatro postes com câmeras do programa Smart Sampa foram vandalizados nesta semana na Avenida Giovanni Gronchi, na Zona Sul de São Paulo. Para levar os equipamentos, os criminosos serraram a base dos postes, que estão caídos há dias em diferentes pontos da via.
Moradores e pessoas que trabalham na região afirmam que o crime é recorrente. Segundo relatos, os suspeitos passam durante a noite e cortam os postes para retirar as câmeras de monitoramento.
Os equipamentos vandalizados ficam em ao menos três pontos da avenida, como na esquina da Avenida Giovanni Gronchi com a Rua Larte Setúbal. De acordo com a polícia, a Giovanni Gronchi é considerada uma rota de fuga utilizada por criminosos por ser cercada por comunidades, onde eles conseguem se esconder com facilidade.
Os postes vandalizados fazem parte do Smart Sampa, sistema de videomonitoramento da Prefeitura de São Paulo que utiliza reconhecimento facial para identificar foragidos da Justiça e ajudar a localizar pessoas desaparecidas.
O contrato do programa foi assinado em agosto de 2023. Atualmente, o sistema conta com 40 mil câmeras integradas — 20 mil da prefeitura e outras 20 mil de comércios, condomínios e empresas. Segundo a administração municipal, 3.650 pessoas já foram presas em flagrante com o auxílio das câmeras, sendo 19 apenas neste ano.
Nesta quarta-feira (7), durante uma agenda oficial na Zona Leste, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que pretende ampliar o sistema, principalmente nos bairros mais afastados do Centro.
“A gente tem isso descentralizado e é um projeto que fez agora um ano, muito novinho. A gente fala de Smart Sampa como se fosse algo de muito tempo pelo sucesso que ele tem, mas é um bebezinho, um ano e um mês que a gente está com ele na sua totalidade de funcionamento. E a gente vai dobrar o número de câmeras”, disse.
Nunes também disse que o investimento no programa será ampliado.
“Vamos dobrar o investimento, de R$ 20 milhões para R$ 40 milhões no Smart Sampa, além de manter R$ 1 milhão por dia de recurso da prefeitura para a Polícia Militar. Todo dia a prefeitura investe R$ 1 milhão, do teu dinheiro, do meu dinheiro.”
A região já registrou outros casos semelhantes. Em 2025, também na Avenida Giovanni Gronchi, uma câmera de uma empresa privada foi arrancada a marretadas em frente a um condomínio. O suspeito deixou o local levando o equipamento no ombro.
Para o coronel reformado da Polícia Militar José Vicente da Silva Filho, membro do Instituto Brasileiro de Segurança Pública, os crimes contra as câmeras precisam ser investigados, mas a principal atenção deve estar nos índices de criminalidade da região.
“Então é necessário, na verdade, verificar o crime nessas regiões que possam estar associados a esse tipo de ação. A preocupação que a polícia tem e a guarda municipal, toda uma atenção da segurança pública e da prefeitura é os indicadores de criminalidade de cada região. E as câmeras? Elas fazem uma pequena parte, na verdade, do processo de controle desses crimes”, afirmou.
Segundo ele, São Paulo registra cerca de um milhão de crimes por ano, enquanto as câmeras ajudam na prisão de cerca de 1.500 pessoas.
“Então é necessário um pouco mais de realismo e verificar exatamente onde estão
os principais problemas e, a partir daí, alocar policiamento, atividade da Guarda Civil Metropolitana e aí também instalação de câmeras”, completou.




