Vasco conquista empate emocionante contra Cruzeiro no Mineirão

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Há muitas formas de contar a história do agitado empate por 3×3 entre Cruzeiro e Vasco na noite deste domingo, no Mineirão, mas a ótica de Cauan Barros é certamente a mais sedutora. O volante esteve inicialmente perdido na marcação, mas melhorou e fez os gols que dariam a vitória de virada aos cruzmaltinos. Cinco minutos depois, porém, foi expulso de forma infantil e o triunfo escapou.

Apesar disso, o Vasco foi muito resiliente. Superou um cenário assustador nos primeiros 20 minutos. Transformou totalmente a partida. Ainda esbanjou valentia para marcar mais um gol e segurar o empate com um homem a menos. O instável Cruzeiro batalhou! Viu peças que saíram do banco serem determinantes para o resultado, mas segue na zona de rebaixamento e muito pressionado.

Escalações

Tite seguiu sem poder contar com Romero e Kaio Jorge, mas contou com o retorno de William. Fágner foi para o banco. Matheus Henrique foi mantido no meio. Chico da Costa entrou no ataque e Neyser iniciou entre os suplentes. Já Renato Gaúcho barrou Lucas Piton e escalou Cuiabano. Manteve o esquema com três volantes, apesar do desfalque de Thiago Mendes. Cauan Barros o substituiu.

Necessitando dar uma resposta ao seu torcedor, o Cruzeiro começou a partida com o comportamento ideal para se impor diante do Vasco. Agressivo com a bola, ocupando as imediações da área e promovendo rápidas combinações para tentar finalizar os ataques. Não demorou quase nada para abrir o placar, mais precisamente sete minutos. Christian concluiu a grande jogada de Matheus Pereira.

O camisa 10 recuou para fugir da zona de influência dos volantes do Vasco e lançou para Kaiki de forma primorosa. Paulo Henrique estava vigiando Gérson por dentro e Nuno Moreira não teve pique para acompanhar o lateral cruzeirense, que escorou de cabeça para Christian balançar a rede. Robert Renan demorou a ocupar o espaço e Cuiabano também chegou atrasado.

Sair do campo de defesa foi um martírio para o Cruzmaltino por cerca de 20 minutos. Neste período a equipe carioca se viu pressionada e sem alternativas para avançar sem rifar a bola, algo que não funcionava. Fabricio Bruno e Villalba controlavam a posse e iniciavam um novo ataque da Raposa. Além do recital de Matheus Pereira, Christian era muito agudo entre Cuiabano e Robert Renan.

O jogo

O Vasco pôde encaixar períodos de posse de bola mais duradouros na segunda metade do 1º tempo. O ritmo cruzeirense caiu e permitiu avanços aos visitantes. O primeiro sinal foi a bola na trave de Andrés Gómez, finalizando um bom passe de Tchê Tchê por elevação. O repertório do Vasco era limitado, mas a agressividade do ponta colombiano era o suficiente para incomodar a Raposa.

Aos poucos ele foi ganhando parcerias como Paulo Henrique e Tchê Tchê. Foi trocado de lado com Nuno Moreira, que sofria para acompanhar Kaiki, e inibiu os avanços do ótimo lateral mineiro. Cuiabano começou também a aparecer ofensivamente. Cauan Barros, Saldívia e Hugo Moura venceram alguns duelos para deixar o Gigante da Colina mais competitivo.

Tanto que, se não fosse o lateral William, a vantagem anfitriã ruiria nos acréscimos. Ele meteu o corpo na bola e evitou que a bomba de Tchê Tchê estufasse a rede de Matheus Cunha, o substituto do lesionado Cássio. Paulo Henrique fez ótima jogada de linha de fundo pela direita. As oscilações cruzeirenses voltavam a aparecer, e o Vasco ganhava esperança com o cenário final do 1º tempo.

A mudança da partida se confirmou assim que começou a 2ª etapa. Mais agressivo e confiante, o Cruzmaltino precisou de oito minutos para virar o placar. Cauan Barros marcou duas vezes de cabeça. Primeiro finalizando o cruzamento de Cuiabano da esquerda, após cobrança curta de escanteio. E depois pegando o rebote do arremate do próprio Cuiabano, em jogada de Paulo Henrique.

Matheus Cunha falhou no gol de empate. Mas chamou a atenção também o erro de comunicação entre Matheus Pereira e William na origem do lance, assim como a passividade da defesa no tento da virada carioca. Deu pane geral no time celeste! Nitidamente inseguro com a transformação do jogo. A tendência de reviravoltas, no entanto, permaneceria sendo a tônica do duelo.

Como as equipes ficaram após a expulsão e as primeiras mexidas dos treinadores

Os donos da casa ganharam novos argumentos ofensivos com Gérson mais recuado e dois homens agudos pelos flancos, sem contar a superioridade numérica em campo. Mesmo com Puma Rodriguez incomodando em alguns contragolpes, a pressão cruzeirense se tornou muito forte. E o empate foi alcançado ainda aos 24 minutos.

Chico da Costa cabeceou o escanteio cobrado pela direita, a bola desviou em Neyser Villareal e entrou no canto esquerdo. Arroyo, Gérson e William assustaram em chutes da entrada da área. Renato tentou reforçar fisicamente o setor com a entrada de JP na vaga de Hugo Moura na reta final do duelo. Veria mais uma de suas mexidas funcionar pouco depois.

O jovem meio-campista iniciou o ataque que terminou em tabela de Puma Rodriguez e Brenner antes da finalização do atacante. A bola ainda desviou em William e ‘matou’ Matheus Pereira. Quando parecia que heróica vitória viria, os dez minutos de acréscimo reforçaram as esperanças celestes.

A esta altura o time já tinha Kauã Moraes e Japa em campo, que entraram nas vagas de William e Matheus Henrique. Foi justamente através de uma combinação entre os jovens que a Raposa chegou ao empate. O lateral recebeu pela direita e botou na cabeça do meio-campista, que deu números finais ao emocionante duelo.

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