O carro, além de ser blindado, conta com giroflex e comunicação via internet por satélite. Após ser apreendido, foi encaminhado para o pátio da Polícia Federal em Salvador, onde as investigações acerca do paradeiro do deputado estão sendo coordenadas. Até o momento, não há informações concretas sobre a localização de Binho Galinha, mesmo após a tentativa de entrega mencionada pelo advogado da família.
Ao longo das investigações, descobriu-se que Binho Galinha e sua família estão envolvidos em atividades ilícitas há mais de uma década, incluindo lavagem de dinheiro e venda de peças de carros roubadas em sua loja de autopeças. A operação “El Patrón”, que culminou na prisão da esposa do deputado, Mayana, e do filho João Guilherme, identificou a movimentação financeira suspeita da família.
Apesar das decisões judiciais que favoreceram a esposa e o filho do deputado, as investigações prosseguiram, resultando na “Operação Anômico”, um desdobramento da “El Patrón”. Nessa fase, novas prisões foram realizadas, e o parlamentar continua sendo o principal alvo das autoridades. O STF determinou que crimes anteriores ao mandato de Binho Galinha devem ser investigados no âmbito da justiça comum.
A defesa do deputado nega as acusações e ressalta que não teve acesso aos detalhes que motivaram as prisões de Mayana e João. Enquanto a ALBA aguarda a notificação oficial para avaliar as medidas internas cabíveis, a situação de Binho Galinha permanece incerta. A operação continua em andamento, com o objetivo de elucidar todas as conexões do caso e responsabilizar os envolvidos conforme a legislação vigente.





