A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alerj aprovou o novo texto do projeto de lei, ampliando a lista de imóveis de 48 para 62 unidades passíveis de serem negociadas. O presidente da CCJ, Rodrigo Amorim, destaca que o valor final dos imóveis será determinado pelo mercado, mas ressalta que o impacto econômico de dar um uso produtivo a esses espaços é fundamental para a recuperação financeira do estado fluminense.
Dentre os imóveis que foram excluídos da lista devido a questões específicas de uso público confirmado, estão a Escola de Música Villa-Lobos e diversas sedes de projetos sociais. Por outro lado, foram incluídos 28 imóveis da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), sugeridos pelo presidente da CCJ. Além disso, propriedades solicitadas por outros parlamentares também foram retiradas ou acrescentadas ao projeto.
Flávio Serafini, um dos críticos do projeto, ressaltou a importância de considerar questões urbanísticas e potenciais valorizações futuras dos imóveis antes de colocá-los à venda. Ele mencionou o caso do terreno do antigo Batalhão da Polícia Militar no Leblon, que acabou sendo excluído da lista. Serafini também defendeu a preservação da Aldeia Maracanã como um espaço cultural indígena, sugerindo investimentos em vez da venda.
Por outro lado, Rodrigo Amorim argumenta que a revitalização da Aldeia Maracanã, junto com o Complexo do Maracanã, poderia gerar impactos positivos na economia local, citando o exemplo do entorno do estádio inglês Wembley. Ele propõe que uma eventual negociação dos terrenos seja destinada a financiar políticas culturais e de valorização da cultura indígena. A decisão final sobre a venda desses imóveis ainda está em aberto, aguardando a votação do plenário da Alerj.



