Em entrevista à agência Lusa, André Ventura afirmou que teria alguma dificuldade em receber o Presidente brasileiro, Lula da Silva, no Palácio de Belém. Apesar disso, ele reconhece que se sentaria à mesa com Lula por questões diplomáticas. Ventura salientou a importância das relações entre Estados, mencionando a necessidade de respeitar empresas e comunidades portuguesas no Brasil. O candidato reforçou que, como representante do Estado português, não deixaria de expressar suas opiniões, principalmente ao defender a nação contra ataques.
Para Ventura, o Presidente da República deve ser presente em todas as situações em que as comunidades portuguesas estão envolvidas, representando-as adequadamente. Ele enfatizou a postura de Portugal em não se submeter a pressões de outros países, mantendo a dignidade nacional. O candidato mencionou a atitude do Rei de Espanha em defesa de seu país, destacando a importância de um líder preservar a integridade da nação.
Ventura também abordou a questão das indemnizações às antigas colónias, afirmando que vetaria qualquer lei nesse sentido. Ele ressaltou que seria negar a história e comprometer a dignidade de Portugal. O candidato mencionou as contribuições de Portugal, como investimentos em hospitais, estradas e barragens, nos países dos PALOP, defendendo que a reciprocidade deve ser considerada.
Durante a entrevista, Ventura revelou que, como primeiro-ministro, não permitiria a entrada de Lula da Silva em Portugal e chegou a ameaçar com prisão. Ele recordou a atitude dos deputados do partido Chega durante o discurso de Lula na Assembleia da República, onde protestaram contra a corrupção. Além disso, criticou o Presidente angolano, João Lourenço, por comentários sobre o colonialismo português.



