Na cidade de Urutaí, o vereador acusado de estuprar uma estagiária perdeu o cargo de Presidente da Câmara Municipal após a abertura de uma Comissão Processante. O novo presidente da Câmara, Lindomar Veloso, afirmou que uma CPI será responsável por elaborar um relatório nos próximos 20 dias para encaminhar ao Ministério Público. A votação que determinou a destituição do cargo foi unânime.
O vereador Éder Alberto Jorge Pimenta, que não possui filiação partidária, foi denunciado por estupro pela estagiária e acabou perdendo o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Urutaí. Em nota, a defesa do vereador ressaltou que ainda aguarda o acesso completo aos autos do processo administrativo e aos fundamentos jurídicos da decisão, destacando que o inquérito policial sobre o caso está em andamento.
A votação que resultou na perda do cargo aconteceu recentemente e o vereador Éder não compareceu à sessão, o que levou a Comissão Parlamentar de Inquérito a finalizar o relatório, que será encaminhado ao Ministério Público. A acusação de estupro feita pela estagiária de 25 anos gerou repercussão na cidade e motivou a abertura da Comissão Processante.
Segundo a estagiária, o vereador a levou a um motel com a promessa de uma conversa de trabalho, mas acabou tentando obter vantagens sexuais em troca de benefícios profissionais. O relato da jovem aponta para uma situação abusiva e constrangedora, que foi levada a público e resultou na destituição do cargo do vereador acusado de estupro.
A Câmara Municipal de Urutaí divulgou uma nota oficial destacando que todas as medidas adotadas seguiram rigorosamente os trâmites legais e regimentais, sem emitir juízo sobre responsabilidades de natureza penal, que são competência exclusiva dos órgãos de justiça. A instituição reiterou seu compromisso com a legalidade, transparência e ética pública, colocando-se à disposição da sociedade e da imprensa para prestar esclarecimentos dentro dos limites legais.




