A justiça decidiu substituir a prisão preventiva por domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica, para a vice-prefeita Tânya Karla Mendes e a primeira-dama do município de Turilândia, Eva Maria Cutrim Dantas, conhecida como Eva Curió. As investigações apontam que elas participaram de um esquema que desviou R$ 56 milhões de recursos públicos. A decisão foi motivada pelas alterações no comportamento dos filhos das acusadas, que sofreram com a ausência materna devido à prisão.
As duas acusadas estavam detidas desde 24 de dezembro de 2025 após uma operação do Ministério Público do Maranhão. A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim foi quem determinou a mudança no regime de prisão, levando em consideração o impacto negativo na vida dos filhos das acusadas. A decisão baseou-se no artigo 318-A do Código Penal, que prevê a substituição da prisão preventiva por domiciliar para mães com filhos menores de 12 anos, desde que não estejam envolvidas em crimes graves ou contra os filhos.
Além disso, o Tribunal de Justiça do Maranhão aprovou, por unanimidade, a intervenção estadual no município de Turilândia, onde ocorreram os desvios milionários. A medida visa garantir o restabelecimento da normalidade institucional na cidade. Desde dezembro do ano passado, o presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo Diniz, assumiu interinamente a prefeitura após o afastamento do prefeito Paulo Curió e da vice-prefeita Tânya Mendes.
A denúncia do Ministério Público do Maranhão aponta que o prefeito Paulo Curió liderou uma organização criminosa que desviou recursos públicos, fraudou licitações e cometeu corrupção ativa e passiva. Além disso, familiares e integrantes do núcleo político da cidade também foram denunciados por participação no esquema. A intervenção estadual terá duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada mediante nova deliberação.
A operação Tântalo II investiga os desvios milionários ocorridos em Turilândia desde 2021, envolvendo empresas de fachada criadas pelo prefeito e seus aliados políticos. Há suspeita de organização criminosa, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. A atuação da Justiça, Ministério Público e demais órgãos visa garantir a punição dos responsáveis e restabelecer a normalidade na administração pública da cidade. É fundamental que a população local seja assistida e que a justiça seja feita.




