Vídeo flagra cliente fazendo declarações racistas em loja de Florianópolis

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Cliente que fez ofensas racistas a funcionário de loja em SC pode não ficar presa, diz delegado

Vítima foi intimada a depor e, posteriormente, mulher também será ouvida. Crime ocorreu em Florianópolis e foi flagrado por câmera de monitoramento.

Cliente faz declarações racistas para trabalhador de loja em Florianópolis

O vídeo que flagrou ofensas racistas feitas por uma cliente a um funcionário de uma loja de Florianópolis vai passar por perícia dentro do inquérito sobre o caso. Segundo o delegado Pedro Mendes, a vítima já foi intimada a depor e, posteriormente, a mulher também será ouvida. Mas, segundo ele, é improvável que ela fique presa.

“A gente tem que ver se ela tem algum outras passagens policiais. O que a gente vê na prática é que provavelmente a pena que vai ser imputada a ela, caso ela seja condenada, vai ser a pena mínima de dois anos, que a legislação faz com que isso seja convertido em penas alternativas”, explica.

O crime aconteceu em 28 de janeiro em uma loja de conserto de celulares. As ofensas racistas foram flagradas pela câmera de monitoramento do local (assista acima).

A lei número 7.716/89 estabelece que ofensas em razão de raça ou cor são crimes, com pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

Ao DE, a cliente, Critiane Lopes, disse que está sendo “massacrada” após a repercussão das imagens. Sobre o dia das ofensas, declarou: “Acabei falando aquelas besteiras, mas não era para ter falado”.

O diretor de Polícia Civil da grande Florianópolis disse que o inquérito foi instaurado e que o registro da câmera da loja deve agilizar a investigação que tem prazo inicial de 30 dias.

“O vídeo realmente é impactante, repugnante, e a Polícia Civil tá trabalhando na elucidação desse crime”.

Além da Polícia Civil, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) também verifica o caso. O órgão abriu um procedimento e quer obter dados dos envolvidos para verificar a possibilidade de oferecer uma denúncia contra a mulher.

A advogada que representa o funcionário, Jackie Anacleto, disse que vai buscar todas as formas de reparação. “A condenação tem que ser firme e não ser levada como um crime de injúria simples, como um simples xingamento porque estava nervosa e tudo mais. Nada justifica o crime de racismo”.

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