O Iraque suspendeu as operações em todos os portos de petróleo na quarta-feira, após um ataque do Irã atingir dois navios petroleiros próximos que embarcaram no porto de al-Faw. Desde o início da guerra no Oriente Médio, 17 embarcações já foram atacadas no Golfo Pérsico, das quais seis foram atingidas na última noite.
Os navios alvejados em águas iraquianas foram o Safesea Vishnu, com bandeira das Ilhas Marshall; e o Zefyros, com bandeira de Malta. As embarcações haviam carregado combustível, segundo dois funcionários portuários.
A Organização Estatal Iraquiana para a Comercialização de Petróleo (SOMO) informou que o Safesea Vishnu foi fretado por uma empresa iraquiana contratada pela SOMO e que o Zefyros estava carregado com condensado da Basra Gas Company. Ambos foram atacados na área de carregamento, dentro das águas territoriais iraquianas, afirmou a SOMO.
Paralelamente, o Bahrein orientou seus moradores a permanecerem em casa após um ataque iraniano a tanques de combustível na quinta-feira, em meio à campanha de Teerã no Golfo para desestabilizar os mercados globais de energia.
“A flagrante agressão iraniana teve como alvo tanques de combustível em uma instalação na província de Muharraq“, publicou o Ministério do Interior do Bahrein em sua conta na internet.
O ministério orientou os moradores de três áreas de Muharraq a “permanecerem em suas casas, fecharem janelas e aberturas de ventilação como precaução contra os possíveis efeitos da fumaça do incêndio que está sendo combatido”.
O transporte marítimo no Golfo Pérsico e ao longo do estreito de Ormuz, que transporta cerca de um quinto do petróleo mundial, praticamente parou desde que os EUA e Israel iniciaram os ataques ao Irã em 28 de fevereiro, fazendo com que os preços globais do petróleo disparassem para mais de US$ 100 o barril.
Mais cedo, Teerã alertou que o mundo deveria se preparar para o petróleo a US$ 200 o barril, desafiando a afirmação do presidente Donald Trump de que os EUA já haviam vencido a guerra. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que, se os ataques ao país continuassem, não permitiriam que “um litro de petróleo” fosse enviado do Oriente Médio para os EUA, Israel ou seus parceiros,
Trump alertou que Washington atacaria o Irã com mais força se bloqueasse as exportações de petróleo e disse que as companhias petrolíferas deveriam usar o estreito porque “praticamente toda a marinha (do Irã) foi dizimada”.




