Vídeo: Manifestante de Jataí ataca Alexandre de Moraes durante discurso: “cabeça de ovo”

Manifestante de Jataí ofende Alexandre de Moraes durante discurso

As manifestações contra a vitória democrática de Lula (PT) continuam em Goiás e no Brasil. Na cidade de Jataí, um homem que se identificou como o advogado Washington Rodrigues disparou ataques contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. Entre as ofensas, o responsável pelo discurso chamou o ministro de “cabeça de ovo”. O caso ocorreu na manhã desta terça-feira, 1º.

Manifestações em Jataí

De cima de uma mesa, o advogado de Jataí em questão critica Alexandre de Moraes por conta da determinação de que diferentes órgãos da polícia desobstruam os bloqueios em diferentes regiões do País. Washington Rodrigues desafia Alexandre de Moraes a ir ele mesmo até o local, a fim de retirar os “trabalhadores” das estradas. Além disso, o goiano conclui chamando o ministro de “cabeça de ovo”.

Os bloqueios de estradas estão acontecendo em todo o Brasil. O motivo é uma revolta desenfreada de apoiadores de Bolsonaro (PL) após a derrota nas urnas do atual presidente em exercício. Essas pessoas, como as do vídeo em Jataí, alegam fraudes no sistema e declaram que “não entregarão o país tão facilmente”, apesar do resultado democrático.

Contudo, os bloqueios nas estradas estão gerando inúmeras consequências. Cancelamento de viagens, falta de combustível, comprometimento na distribuição de vacinas se destacam. Com a determinação de Alexandre de Moraes, aqueles que continuarem realizando tais ações ilegais estão sujeitos à prisão.

Confira o discurso do advogado Washington Rodrigues contra Alexandre de Moraes:

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BYD cancela contrato com empreiteira após polêmica por trabalho escravo

Na noite de segunda-feira, 23, a filial brasileira da montadora BYD anunciou a rescisão do contrato com a empresa terceirizada Jinjiang Construction Brazil Ltda., responsável pela construção da fábrica de carros elétricos em Camaçari, na Bahia. A decisão veio após o resgate de 163 operários chineses que trabalhavam em condições análogas à escravidão.

As obras, que incluem a construção da maior fábrica de carros elétricos da BYD fora da Ásia, foram parcialmente suspensas por determinação do Ministério Público do Trabalho (MPT) da Bahia. Desde novembro, o MPT, juntamente com outras agências governamentais, realizou verificações que identificaram as graves irregularidades na empresa terceirizada Jinjiang.

Força-tarefa

Uma força-tarefa composta pelo MPT, Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), além do Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF), resgatou os 163 trabalhadores e interditou os trechos da obra sob responsabilidade da Jinjiang.

A BYD Auto do Brasil afirmou que “não tolera o desrespeito à dignidade humana” e transferiu os 163 trabalhadores para hotéis da região. A empresa reiterou seu compromisso com o cumprimento integral da legislação brasileira, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos trabalhadores.

Uma audiência foi marcada para esta quinta-feira, 26, para que a BYD e a Jinjiang apresentem as providências necessárias à garantia das condições mínimas de alojamento e negociem as condições para a regularização geral do que já foi detectado.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que sua embaixada e consulados no Brasil estão em contato com as autoridades brasileiras para verificar a situação e administrá-la da maneira adequada. A porta-voz da diplomacia chinesa, Mao Ning, em Pequim, destacou que o governo chinês sempre deu a maior importância à proteção dos direitos legítimos e aos interesses dos trabalhadores, pedindo às empresas chinesas que cumpram a lei e as normas.

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