Vídeo mostra Adilsinho fugindo de operação no Itanhangá em maio de 2025 Acompanhe as imagens de Adilsinho escapando de ação policial e sendo preso em Cabo Frio, confira!

video-mostra-adilsinho-fugindo-de-operacao-no-itanhanga-em-maio-de-20250A0Aacompanhe-as-imagens-de-adilsinho-escapando-de-acao-policial-e-sendo-preso-em-cabo-frio2C-confira

Imagens mostram Adilsinho fugindo de operação para prendê-lo no Itanhangá

No vídeo, Adilsinho circula pelo condomínio no Itanhangá antes de deixar o local
em um carro preto. Nesta sexta-feira (27), Adilsinho foi transferido para um
presídio federal em Brasília.

Vídeo mostra Adilsinho fugindo de operação para prendê-lo no Itanhangá em maio
de 2025

Vídeo mostra Adilsinho fugindo de operação para prendê-lo no Itanhangá em maio
de 2025

Vídeos obtidos pelo RJ2 mostram o momento que Adilson Oliveira Coutinho Filho, o
Adilsinho, conseguiu fugir de uma operação das polícias Federal e Civil que tentava
prendê-lo em maio de 2025. Na quinta-feira (26), o bicheiro foi preso em Cabo
Frio, na Região dos Lagos.

Nesta sexta-feira (27), Adilson passou por uma audiência de custódia, que manteve a prisão preventiva. Em seguida, foi levado para o aeroporto e
transferido de avião para um presídio federal em Brasília, a pedido da própria PF. As imagens mostram Adilsinho de blusa clara dentro de um condomínio no
Itanhangá, na Zona Sudoeste do Rio. O segurança dele, o PM Diego Lima, também
preso na quinta-feira, aparece sem camisa.

Adilsinho (de camisa) e seu segurança escapam de ação da PF no Itanhangá
— Foto: Reprodução

Eles dão várias voltas pelo mesmo trecho do condomínio. Eles passam por uma
guarita e por um carro de seguranças, e Adilsinho cumprimenta um deles. Próximo do fim de uma rua sem saída, Adilson conversa com outra pessoa do outro
lado de um muro e segue por uma trilha no bosque. Pouco depois, seguranças
surgem no local: parecem procurar por Adilson e o PM Diego Lima. Por volta das 22h52, Adilsinho e o policial saem do condomínio e entram em um
carro preto.

Adilsinho e seu segurança escaparam de ação para prender o bicheiro no
Itanhangá — Foto: Reprodução

Segundo a Polícia Federal, Adilsinho conseguiu escapar dos agentes três vezes
nos últimos anos antes de ser preso. A defesa de Adilsinho divulgou nota e disse que “demonstrará a sua inocência” (leia a íntegra no fim da reportagem).

CRIMES DIVERSOS

Máfia do cigarro controla 45 das 92 cidades do RJ e se expande à base da bala

Exames de confrontos balísticos feitos pela polícia revelaram que armas
utilizadas em diversos homicídios possuem conexão com casos ligados ao jogo do
bicho e à máfia dos cigarros ilegais. Adilsinho, além de bicheiro com pontos de jogo e máquinas caça níqueis nas Zonas
Norte, Sul e Centro do Rio, é apontado como chefe de uma máfia de cigarros
ilegais que atua no Rio de Janeiro e outros estados. A Polícia do Rio investiga se pelo menos 20 crimes estão ligados à atuação de um
grupo de extermínio ligado ao contraventor. Entre os crimes, estão homicídios e
tentativas de assassinato, além de um sequestro.

Segundo a Polícia Civil, Adilsinho foi indiciado como mandante da morte do
policial penal Bruno Kilier, em 2023. Junto com ele, foram indiciados Rafael do Nascimento Dutra, o Sem Alma, apontado
como chefe de um grupo de extermínio ligado a Adilsinho; e Jeferson Rodrigues da
Silva, que instalou um GPS no carro de Bruno para ajudar a monitorar seus
passos.

No dia 8 de junho de 2023, Bruno voltava após comprar um galão d’água quando os
executores saíram de um veículo branco e atiraram contra ele, utilizando fuzis
calibre 7.62. Bruno ainda tentou se abrigar no condomínio, mas foi atingido e caiu. Os
assassinos se aproximaram e ainda dispararam tiros no rosto de Bruno para
garantir que a vítima tinha morrido. Segundo a Polícia, Bruno estava atrapalhando os negócios da máfia de cigarros
ilegais de Adilsinho. Ele atuava na revenda de cigarros de forma independente.

O grupo de Adilsinho, de acordo com investigações das Polícias Civil e Federal,
é conhecido por utilizar a violência para estabelecer o monopólio de atuação no
mercado de cigarros ilegais.

3 de 3 Bruno Kilier da Conceição foi morto na Estrada do Pontal, no Recreio —
Foto: Reprodução

O QUE DIZ ADILSINHO

O advogado Ricardo Braga, que defende Adilsinho, divulgou uma nota: “As imagens da prisão de Adilson Oliveira Coutinho Filho evidenciam que tudo
transcorreu dentro da mais absoluta tranquilidade, fato que desconstrói a
narrativa de periculosidade atribuída ao empresário. A defesa reafirma, por fim, que o empresário confia na justiça e demonstrará sua
inocência quanto a todos os fatos que lhe são injustamente imputados. A reportagem não encontrou a defesa do policial militar Diego D’arribada Rebello
de Lima.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp