Segundo levantamento do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, entre 1° de janeiro e 6 de março de 2026, foram concedidas 7.556 medidas protetivas de urgência a mulheres vítimas de violência. Esse número alarmante reflete a realidade alarmante da violência doméstica, com uma média diária de 116 mulheres buscando auxílio na Justiça.
Os dados do Observatório Judicial da Violência contra a Mulher revelam que, nesse mesmo período, o Plantão Judiciário Noturno registrou 2.357 novos casos relacionados à Lei Maria da Penha, com a maioria dos pedidos de proteção envolvendo medidas protetivas de urgência. Já o Plantão Judiciário Diurno, que atende a capital fluminense, contabilizou 767 processos de violência doméstica, com 450 deles requerendo medidas protetivas.
A desembargadora Adriana Ramos de Mello enfatiza que a violência de gênero está intrinsecamente ligada a questões estruturais da sociedade. Ela destaca que a violência contra a mulher e o feminicídio não são eventos isolados, mas sim sintomas de problemas mais amplos e profundos que afetam a sociedade como um todo.
A dimensão da violência
De acordo com os números apresentados, o cenário da violência contra a mulher no Rio de Janeiro é alarmante. A concessão de milhares de medidas protetivas em tão pouco tempo mostra a urgência de medidas efetivas para coibir e prevenir esses casos. Além disso, os dados evidenciam a necessidade de um olhar mais atento e comprometido por parte das autoridades e da sociedade como um todo.
Os documentos revelam que a maioria das vítimas de violência doméstica são mulheres que enfrentam não apenas agressões físicas, mas também emocionais e psicológicas. O impacto dessas situações pode ser devastador e deixar marcas profundas não apenas nas vítimas diretas, mas também em suas famílias e comunidades.
A gravidade dos casos de violência contra a mulher exige uma resposta urgente e eficaz por parte das autoridades, da Justiça e da sociedade como um todo. Não podemos mais tolerar a perpetuação desse ciclo de agressão e violência que afeta milhares de mulheres todos os dias.
O papel da sociedade
É fundamental que a sociedade como um todo se una no combate à violência contra a mulher. Seja por meio de campanhas de conscientização, apoio às vítimas ou denúncia de agressores, cada indivíduo pode e deve fazer a sua parte para mudar essa realidade. A violência de gênero não é um problema exclusivo das vítimas, mas sim de toda a sociedade.
Os números alarmantes de medidas protetivas concedidas demonstram a gravidade da situação e a urgência de ações concretas para enfrentar esse problema. É preciso um esforço conjunto e coletivo para garantir a proteção e a segurança das mulheres que sofrem diariamente com a violência doméstica.
O que chama atenção é a necessidade de uma mudança cultural e estrutural que combata as raízes profundas da violência de gênero. Somente com o engajamento de todos e a implementação de políticas eficazes poderemos construir uma sociedade mais justa e igualitária para todas as mulheres.




