Violência contra menores em Jundiaí: casos crescem 15% em janeiro

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Casos de violência contra menores crescem 15% em janeiro no estado

Todos os dias pelo menos uma criança ou adolescente é vítima de violência em Jundiaí (SP), apontam dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

Somente em janeiro e fevereiro deste ano, foram registrados 65 casos. O que representa uma queda de quase 27% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando 89 denúncias foram protocoladas.

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Apesar da queda nos números, o cenário preocupa e acende um alerta ao Conselho Tutelar, que acompanha todos os casos.

Segundo o conselheiro Thiago Calheiro Costa, órgão é responsável por garantir que os direitos das vítimas sejam respeitados e por aplicar medidas de proteção quando há suspeita ou confirmação de violação.

“O Conselho Tutelar é um órgão autônomo a nível municipal e ele é responsável por zelar e observar o cumprimento dos direitos de crianças e adolescentes. Uma vez identificado que há violação desses direitos, ele vai aplicar medidas de proteção para que cessem as violações”, explica.

Jundiaí registra 74 denúncias de violência contra crianças e adolescentes

Mudanças no comportamento podem ser um dos sinais de que uma criança ou adolescente esteja sofrendo algum tipo de violência. Segundo o conselheiro, a atenção dos pais e também da escola é fundamental para identificar esses casos.

“Normalmente a criança vai mudar o comportamento. Então é importante os pais estarem atentos aos sinais quando a criança volta da escola ou quando não quer ir para a escola. São sinais de que alguma coisa pode estar errada”, comenta.

Além de identificar os sinais, também é importante saber como denunciar os casos. O conselheiro orienta que qualquer suspeita deve ser comunicada ao Conselho Tutelar.

“Os Conselhos Tutelares precisam ser comunicados de alguma forma sobre essa suspeita. Os telefones de contato estão disponíveis no site das prefeituras ou através do canal Disque 100, que mantém o anonimato da pessoa”, diz.

A atenção da família também é essencial para perceber possíveis mudanças no comportamento das crianças e adolescentes.

“A família tem que observar. É importante observar o comportamento dos filhos e manter um bom diálogo para entender o que está acontecendo. Em caso de desconfiança, é importante conversar com a escola e, nos casos mais graves, procurar o Conselho Tutelar”, afirma.

O BE fez uma coletânea com 50 vídeos sobre esse tópico

50 vídeos

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