Violência do ICE acirra disputa orçamentária no Congresso dos EUA e pressiona governo Trump
Democratas ameaçam barrar orçamento do Departamento de Segurança Interna após assassinatos em Minneapolis
A gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta uma crescente pressão política em Washington após o assassinato de Alex Pretti, cidadão norte-americano baleado por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (DE, na sigla em inglês), em Minneapolis. O episódio, que ocorreu no último sábado (24), intensificou a disputa em relação à aprovação do orçamento federal e elevou o risco de uma nova paralisação governamental. A situação reflete o intenso embate entre os parlamentares.
A Casa Branca passou a rever seu posicionamento frente às negociações para a aprovação do orçamento até sexta-feira (30), em meio à comoção gerada pelo segundo caso de assassinato de um norte-americano por ação do DE na cidade. A repercussão levou a secretária da pasta, Kristi Noem, a se tornar alvo de questionamentos no Congresso. Parlamentares democratas defendem inclusive a abertura de um processo de impeachment, enquanto Trump nega a possibilidade de seu afastamento.
O Senado debate um projeto de lei orçamentária que prevê o repasse de mais US$ 10 bilhões ao DE, além dos US$ 76 bilhões já destinados à agência ao longo de quatro anos. Os democratas, mesmo sendo minoria no Congresso, alegam que é crucial pressionar o governo neste momento. O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, já anunciou voto contrário ao pacote fiscal, argumentando que ele não oferece garantias suficientes contra os supostos abusos do DE.
A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que a possível retirada dos agentes de Minneapolis dependerá da entrega de todos os supostos criminosos e imigrantes irregulares do estado, governado por democratas. Esse movimento foi anunciado após a pressão por mudanças no DE e na estratégia de atuação da agência. A morte de Pretti provocou críticas, inclusive de dentro do partido republicano, em relação às táticas adotadas pelo DE em situações semelhantes.
Embora haja divergências intensas entre os políticos, há um consenso em torno da necessidade de aprovar o orçamento para evitar um novo “shutdown”. A última paralisação do governo, ocorrida no ano passado, mostrou-se altamente prejudicial e ineficiente para todos os envolvidos. Portanto, resta acompanhar o desenrolar das negociações e os desdobramentos políticos que a tragédia em Minneapolis tem gerado, afetando não apenas o Congresso e a Casa Branca, mas também diversos setores da sociedade norte-americana. O desfecho desta situação pode impactar significativamente o cenário político do país.




