A Defesa Civil e agentes da Prefeitura estão realizando uma vistoria na nova cratera que se abriu no bairro Jardim Imperial, localizado na Zona Sul de São José dos Campos. No último final de semana, a cratera surgiu e levou à interdição de quatro casas e um prédio com 34 apartamentos. Como medida de segurança, 156 moradores tiveram que deixar suas residências e foram acolhidos por parentes e amigos, sem previsão de retorno.
A rua onde a nova cratera se abriu, a Felisbina de Souza Machado, já apresentava histórico de afundamentos, com registros ao longo de 15 anos. A situação se tornou mais crítica com as crateras recentes, que surgiram em um intervalo de 250 metros. O problema de instabilidade do solo na região tem preocupado moradores e autoridades locais, levando à tomada de medidas emergenciais.
Diante do cenário de incerteza, as equipes técnicas da Prefeitura, Defesa Civil e concessionárias de água, gás e energia estão analisando a causa dos afundamentos e os riscos futuros para a área. A interdição dos imóveis permanece enquanto as avaliações são realizadas, impedindo que os moradores voltem para casa. A incerteza do retorno é um desafio para as famílias afetadas pela situação.
Os moradores do prédio Residencial Jardins de Sevilha, no Jardim Imperial, tiveram a oportunidade de entrar no edifício e retirar alguns pertences no domingo, sob a supervisão da Defesa Civil. Fotos mostram os moradores improvisando a retirada de roupas, documentos e objetos pessoais em sacos e sacolas. A situação de desalojamento e incerteza atinge diretamente a rotina e segurança das famílias afetadas.
Enquanto isso, a Prefeitura de São José dos Campos, juntamente com as concessionárias EDP, Sabesp e Comgás, está acompanhando de perto a situação e tomando as medidas necessárias para garantir a segurança dos moradores e a normalização da região. A mobilização das equipes técnicas é fundamental para restabelecer a estabilidade e prevenir novos incidentes na área.
A presença de duas crateras em um curto espaço de tempo na mesma região levanta questões sobre a segurança das estruturas urbanas e a necessidade de planejamento e manutenção adequados das vias. O desafio agora é solucionar os problemas emergenciais e estabelecer medidas preventivas para evitar que novos afundamentos ocorram. É uma situação delicada que requer atenção e ação coordenada das autoridades e instituições responsáveis pela segurança e bem-estar da população.




