Viviane Araújo: 18 anos de reinado à frente da bateria do Salgueiro

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Viviane Araújo completa ‘maioridade’ no Salgueiro: veja a evolução da ‘Rainha das Rainhas’ à frente da bateria da escola

Viviane Araújo estreou como rainha de bateria do Salgueiro em 2008 e está indo para o seu 18° carnaval na escola. Em 2021, por conta da pandemia da Covid-19, não houve desfiles na Sapucaí.

Viviane Araújo completa ‘maioridade’ no Salgueiro: veja a evolução da ‘Rainha das Rainhas’ [https://s04.video.glbimg.com/x240/14338319.jpg]

Viviane Araújo completa ‘maioridade’ no Salgueiro: veja a evolução da ‘Rainha das Rainhas’

Na Passarela do Samba, o tempo costuma passar diferente para algumas rainhas de baterias. Umas surgem, brilham por um carnaval e desaparecem na curva seguinte do desfile. Mas Viviane Araújo desafiou essa lógica. Ao completar a chamada “maioridade” à frente da bateria do Salgueiro [https://de.de.globo.com/pe/petrolina-regiao/cidade/salgueiro/], ela transformou o posto de rainha em trajetória, o brilho em permanência e suas fantasias em referências.

Este ano, Viviane realizará seu 18º desfile à frente da Furiosa, coroando uma história que teve início em 2008. No carnaval do Rio, Viviane é mulher que está há mais tempo no posto de rainha de bateria. Não por acaso, é chamada de “Rainha das Rainhas”.

Quando o quesito é a exuberância, nota 10! A boa forma da Viviane dos 32 anos parece a mesma de hoje, aos 50 anos. O frio na barriga ao pisar na Avenida também não mudou nada ao longo dos anos.

Viviane diz que “ainda fica nervosa [https://de.de.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2025/noticia/2025/03/04/vivi-araujo-desfila-com-fantasia-que-faz-mencao-ao-carcara-no-salgueiro.ghtml]”, mas que o objetivo é sempre “brincar e ser feliz [https://de.de.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2024/noticia/2024/02/18/viviane-araujo-desfila-pelo-salgueiro-e-diz-que-chegou-para-brincar-e-ser-feliz-na-sapucai.ghtml]”.

Em 2022, Viviane atravessou a avenida grávida, transformando a maternidade em parte do desfile e o corpo em manifesto. Não foi apenas um momento pessoal, mas simbólico: a rainha que sempre representou vigor e sensualidade passou a representar também continuidade, ciclo e transformação. Desfilar com seu filho Joaquim no ventre teve um significado especial.

“Um dia de muita emoção [https://de.de.globo.com/rj/rio-de-janeiro/carnaval/2022/noticia/2022/04/22/com-barriguinha-de-gravida-a-mostra-viviane-araujo-se-emociona-em-desfile-do-salgueiro.ghtml]”, declarou Vivi, exibindo a barriguinha à época.

Na linha do tempo, Viviane deixou de ser uma convidada do espetáculo para se tornar parte da engrenagem. Virou presença aclamada na Marquês de Sapucaí.

Ao mesmo tempo em que a Sapucaí mudava, virando um cenário cada vez mais midiático, disputado e veloz, Viviane também se transformava, tornando-se uma rainha com muitos súditos. Virou referência e inspiração para outras mulheres.

Atravessou gerações de rainhas estreantes e passou do espelho da comparação ao posto de parâmetro. Hoje, é mais difícil saber se ela se reconhece nas jovens que chegam ou se elas é que se veem nela.

Seu reinado nunca foi só sobre beleza ou samba no pé, mas sobre entender o lugar que ocupava e o que precisava fazer para continuar nele. Quando pisa na pista, não há uma única pessoa que não aplauda sua performance.

O corpo que atravessa a Marquês de Sapucaí carrega, além de plumas e pedrarias, uma grande narrativa. Já foi Cabocla Jurema, carcará, “Rainha do Bope”, malandra, gladiadora, Borboleta de Oyá, cigana e até a lendária Medusa.

Lenda mesmo é Viviane Araújo, que, depois de tantos carnavais, tatuou a sua icônica imagem diante da bateria Furiosa. Se a história da artista fosse um enredo, poderia ser sobre uma majestade eternizada no trono do carnaval.

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