Wagner Moura, renomado ator brasileiro e indicado ao Oscar, abordou, em uma recente entrevista ao jornal “El País”, as preocupantes táticas de controle da imigração implementadas pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos. No decorrer da conversa, Moura expressou seu receio em relação ao Immigration and Customs Enforcement (ICE), revelando que até ele próprio sente medo ao imaginar um possível encontro com agentes desse órgão. O renomado ator comentou sobre o momento desafiador vivido, destacando sua reação explosiva diante de situações de injustiça e autoritarismo, ressaltando a brutalidade das consequências que podem advir desse tipo de encontro.
O paralelo traçado por Wagner Moura entre a realidade do Brasil e dos Estados Unidos evidencia sua preocupação com a crescente onda autoritária que tem se espalhado pelo mundo. O ator salientou como regimes autoritários tendem a atacar artistas, jornalistas e intelectuais, motivo pelo qual se mostra tão apreensivo diante do atual cenário político. Ao mencionar a demonização de figuras públicas no Brasil, Moura enfatizou a eficácia da extrema direita em manipular a opinião pública, transformando agentes criativos em inimigos do povo, por meio de discursos carregados de preconceito.
Além disso, Wagner Moura ressaltou a influência das redes sociais nesse contexto, apontando para uma aliança entre oligarcas da tecnologia e a extrema direita, que tem impactado significativamente a disseminação de informações e ideologias. O ator alertou para a ingenuidade de pensamentos passados, que idealizavam as plataformas digitais como ferramentas de conexão e democratização da informação, contrastando com a realidade atual. Apesar disso, Moura instigou os progressistas a persistirem nesse espaço, defendendo a importância da resistência e da disseminação de mensagens de conscientização.
Diante dos desafios atuais, Wagner Moura se posiciona como uma voz crítica e engajada, manifestando sua preocupação com a escalada do autoritarismo e da desinformação. Suas declarações refletem não apenas um momento de apreensão, mas também um chamado à ação e à resistência diante das tendências políticas opressoras. Como um artista de renome internacional, Moura utiliza sua plataforma para conscientizar e mobilizar, buscando promover a reflexão e o engajamento social em meio a um contexto global complexo e desafiador.




