Wilder Morais (GO): Propostas para juventude e terras raras em entrevista à TV Anhanguera

Wilder Morais (GO): Propostas para juventude e terras raras em entrevista à TV Anhanguera

GOIÂNIA (GO) — O candidato ao governo de Goiás pelo Partido Liberal (PL), Wilder Morais, participou de uma sabatina no Jornal Anhanguera nesta terça-feira (15). Na entrevista, ele apresentou propostas significativas, incluindo a criação de um cartão creche e a formação de uma nova secretaria dedicada à exploração de terras raras.

A exposição das ideias ocorreu no contexto de uma série de entrevistas com candidatos que possuem pelo menos 5% de intenções de voto, conforme pesquisas realizadas pela emissora. Wilder foi o segundo a ser entrevistado, seguindo Daniel Vilela (MDB) no dia anterior, e antecedendo Marconi Perillo (PSDB), que será entrevistado amanhã.

Entre as propostas discutidas, o projeto “Primeiro Salário para os Jovens” se destacou. Wilder explicou que a iniciativa busca facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho, diferindo do programa Jovem Aprendiz ao exigir a frequência escolar do participante.

No campo da educação, o candidato anunciou planos para implementar um cartão creche, visando cofinanciar vagas em creches através de recursos do governo. A intenção é incentivar empresários a matricularem seus filhos no ensino infantil, promovendo assim um acesso mais amplo à educação.

Wilder também abordou questões habitacionais, justificando seu voto contra certos projetos durante sua passagem pelo Senado. Ele argumentou que sua postura visava evitar aprovações de propostas que incluíam temas alheios ao foco legislativo, popularmente conhecidas como “jabuti”.

Em relação à infraestrutura, o candidato reafirmou seu compromisso com a pavimentação urbana em Goiás. Ele propôs um trabalho colaborativo com prefeituras para encaminhar recursos destinados a essas obras.

A defesa do armamento foi outra pauta abordada. Wilder Morais manifestou seu apoio à posse e porte de armas de fogo e planeja expandir o acesso a esses recursos para categorias profissionais e à população em geral, argumentando que isso fortalece o direito à legítima defesa.

Sobre sua frequência no Senado, Wilder se defendeu, afirmando que sua ausência em algumas votações estava restrita a pautas ideológicas. Além disso, ele comentou a falta de apoio do prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, que declarou preferência por um candidato rival, explicando que tal decisão se deve a planos de retorno a seu antigo partido.

Wilder ainda abordou a questão do apoio entre eleitoras, questionando a representatividade de sua candidatura feminina e explicando a escolha de Ana Paula como vice-governadora sem a intenção de apenas atrair o eleitorado feminino.

Discutindo sua trajetória política, Wilder defendeu as mudanças partidárias que realizou ao longo do tempo, considerando-as normais dentro do cenário político brasileiro. Ele relatou ainda a necessidade de melhorias na saúde pública, criticando o tempo de espera para atendimentos e propondo parcerias com hospitais privados para agilizar cirurgias eletivas.

Na área de segurança, ressaltou a importância de aumentar o apoio a vítimas de violência doméstica, com a vice-candidata assumindo a liderança das iniciativas voltadas às mulheres. Em relação à exploração de terras raras, o candidato reiterou sua proposta de criar uma secretaria específica para o setor, buscando industrializar a separação desses materiais e reduzir a dependência externa.

Ao finalizar a entrevista, Wilder Morais expressou suas visões sobre as câmeras nas fardas da Polícia Militar, declarando-se contra a implementação da iniciativa e mencionando a confiança no retorno financeiro que os projetos relacionados às terras raras poderiam trazer para o estado, o que ajudaria na correção salarial de servidores públicos e na segurança pública.

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