O encontro marcado para este sábado (14) no presídio da Papudinha, em Brasília, promete ser mais amargo do que o café do sistema prisional. O senador Wilder Morais (PL) vai se reunir com o ex-presidente Jair Bolsonaro onde deve ser comunicado que o PL de Goiás não terá candidatura própria ao governo.

Segundo articulações já avançadas nos bastidores, Bolsonaro comunicará a Wilder que o partido irá apoiar Daniel Vilela (MDB) na sucessão estadual. Em troca, o PL ficará com a vaga ao Senado na chapa do Palácio das Esmeraldas, que deverá ser ocupada pelo deputado federal Gustavo Gayer.

A decisão, costurada pela cúpula nacional da legenda, atende à estratégia de Bolsonaro de eleger uma grande bancada no Senado para viabilizar projetos de anistia e fortalecer a oposição ao governo Lula. Para isso, é preciso abrir mão de candidaturas estaduais sem viabilidade eleitoral — caso da empreitada solitária de Wilder.

O senador, no entanto, resiste há meses à ideia. Além do desejo pessoal de disputar o Executivo, pesa o cálculo para 2030: se Daniel Vilela for eleito governador, se tornará um concorrente fortíssimo à reeleição de Wilder ao Senado. A visita à Papuda, assim, tem sabor de encontro marcado com a realidade. Resta saber se o recado de Bolsonaro será recebido como orientação ou como ultimato.

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