Em uma conversa reveladora com o UOL, Will Santana compartilhou experiências que marcaram sua carreira nas ondas gigantes, incluindo sua maior onda registrada em Nazaré e o trauma que enfrentou em um acidente durante uma competição. O surfista brasileiro, aclamado por sua coragem e talento, abordou as difíceis realidades do surf em condições extremas, destacando a importância da preparação e da superação no caminho para se tornar uma referência nas ondas gigantes.
O surfista, que se destaca na Praia do Norte em Nazaré, começou sua trajetória nas ondas gigantes em 2020, quando surfou em Puerto Escondido, no México. Desde então, a sua jornada inclui desafios surpreendentes e momentos de adrenalina pura. Em uma temporada decisiva em Nazaré, Santana foi protagonista de algumas das ondas mais memoráveis, incluindo uma performance impressionante durante a Tempestade Hermínia em janeiro de 2025.
Em sua entrevista, Will afirmou: “Quando cheguei em Nazaré, apostei todas as fichas da minha vida. Era tudo ou nada. A partir daquele ponto, minha carreira tornou-se um ciclo de grandes ondas e acidentes, e eu sou grato por estar aqui para contar essa história”. Ele enfatizou o papel significativo que seu modelo de preparação e a tomada de riscos desempenharam no sucesso que conquistou. Sua narrativa ressoa com o espírito resiliente que caracteriza os melhores atletas do mundo.
Qual foi a maior onda da carreira de Will Santana?
Em janeiro de 2025, durante uma série de ondas avassaladoras em Nazaré, Will Santana surfou o que considera a maior onda de sua vida, chegando a medir impressionantes 100 pés. Em condições desafiadoras, com forte vento e chuvas torrenciais, ele se lançou ao mar. “A velocidade da prancha foi algo nunca sentido por mim antes. Era assustador, e eu sabia que não poderia cair ali; as consequências poderiam ser fatais”, declarou. A onda que ele pegou não apenas definiu sua habilidade, mas também ampliou seu reconhecimento entre os profissionais do esporte.
A performance de Santana resultou em aclamação, e diversos meios de comunicação noticiaram sua proeza. A repercussão foi tal que, ao retornar ao Brasil, Santana se tornou conhecido como um verdadeiro big rider. Essa nova fase o colocou na mira de outros competidores e dos amantes do surf, estabelecendo uma referência de coragem e técnica no mundo das ondas gigantes. O seu desempenho também sugere um futuro promissor em competições internacionais.
Com essa conquista, Santana subiu consideravelmente no ranking de surfistas de ondas gigantes, reforçando sua posição entre os melhores do mundo. Essa ascensão vem em um momento em que a competição se intensifica, especialmente com a proximidade do Circuito Mundial da WSL, que terá sua próxima etapa em Teahupo’o.
O que aconteceu durante o acidente em Nazaré?
Menos de um mês após sua grande conquista, Will Santana passou por um dos acidentes mais impactantes da temporada durante as gravações da competição Gigantes de Nazaré. Ele foi atingido por uma onda colossal enquanto surfava ao lado do piloto de resgate Daniel Rangel. Após a onda, ambos enfrentaram outro desafio imediato, sendo resgatados apenas por Lucas Chumbo e Lucas Fink.
Em relatos emocionantes, ele compartilha como escapou por pouco de um acidente ainda mais grave, afirmando: “O jet passou pela minha cabeça, pelo meu ombro e não tocou em mim. Aquilo foi um milagre. Estou aqui por uma combinação de sorte e determinação”. Essas experiências moldaram não apenas sua carreira, mas também sua mentalidade em relação ao surf. Will considera a gratidão uma forma de enfrentar o trauma que essa experiência causou.
No contexto das competições de ondas gigantes, o evento em Nazaré foi um marco, e as reações de colegas surfistas e da mídia refletem a seriedade dessa modalidade. As competições se tornaram plataformas de exibição de coragem, e o acidente de Santana destaca a realidade do risco que esses atletas enfrentam. Apesar dos desafios, sua mentalidade resiliente promete um retorno ainda mais forte nas próximas competições.
Quais são os planos de Will para Teahupo’o?
Olhar para o futuro é parte fundamental da carreira de Will. Após destacar-se em Nazaré, ele agora mira sua próxima grande aventura nas ondas pesadas de Teahupo’o, no Taiti, famosa por suas quebras perigosas e imprevisíveis. “Teahupo’o dá trabalho. É uma viagem muito cara e exige um planejamento cuidadoso. Precisamos acertar o swell ideal, pois a concorrência local é feroz e, se não estivermos preparados, será um desafio”, alerta o surfista.
Com a expectativa de performar no Circuito Mundial da WSL, a presença de Santana em Teahupo’o pode não apenas definir seu futuro na temporada, mas também reforçar sua reputação como um dos surfistas de ondas gigantes mais admiráveis do mundo. Ele está determinado a entrar na competição na melhor forma e com a mentalidade alinhada para superar o que vier pela frente, mostrando que sua jornada apenas começou.
As próximas semanas prometem preparar o caminho para que Will Santana tenha um impacto significativo nessa fase do esporte. Seus desafios em Nazaré se tornam aprendizado, e a experiência e técnica desenvolvidas em cada onda moldaram um atleta mais forte e consciente do que precisa fazer para continuar se destacando. Com um futuro brilhante pela frente, o surfista está pronto para novos desafios, disposto a encarar o que Teahupo’o tem a oferecer.





