Wizard fala da Bíblia e mais nada na CPI

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Antes de afirmar que não vai responder às perguntas dos senadores, o empresário, suspeito de integrar o suposto “gabinete paralelo”, fez um discurso religioso e justificou o motivo pelo qual não foi a sua primeira convocação ao colegiado e negou que seja contra as vacinações e ainda disse que denfende a medicação precoce no inicio da pandemia quando não se tinha muitas informações sobre a covid-19. Logo em seguida a audiência da CPI da Covid, Carlos Wizard afirmou que “sob a orientação de um advogado, ele se reserva o direito de permanecer calado”. O senador Humberto Costa (PT-PE) que efetuou perguntas a Wizard durante a CPI, recebeu como resposta apenas o silencio do empresario.

Em sua fala inicial, Wizard disse que não teve intenção de se indispor do país e foi para os Estados Unidos ver o pai que já está em idade avançada e doente, e filha, que está numa gravidez de risco. “Jamais, em tempo algum, passou pela minha mente, pensamento, no meu íntimo, na minha alma, no meu coração a indisposição de estar presente fazendo meu depoimento. Não tenho razão para isso. Como é de conhecimento público, me ausentei em março do país, muito antes da instauração da CPI”. O senador Rogério Carvalho (PT-SE) disse que ele deveria ter explicado isso antes à comissão.

O senador do PT confirmou que o empresário foi uma “pessoa-chave” na investigação da comissão. “Você é um defensor das medicações que não fazem efeito contra a covid-19, que são usadas para romper o isolamento social. Ele coloca a economia acima da saúde, negocia para conseguir investimentos e participa das reuniões do Ministério da Saúde, mas não tem posição e orientação. A ideia de compilar os dados do covid-19. Ou seja, é uma parte fundamental desta CPI ”, destacou.

Wizard é suspeito de integrar o suposto “gabinete paralelo”, que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia em contraposição ao Ministério da Saúde. Um dos principais objetivos do depoimento do empresário é esclarecer se o grupo, que funcionava no Palácio do Planalto, foi financiado pela iniciativa privada. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), resolveu fazer perguntas mesmo assim e não obteve respostas, mesmo sob criticas do senadores Carlos Wizard permaneceu em silêncio.

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