A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) reagiu fortemente às declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro, que a culpou por sua derrota nas eleições de 2022. Bolsonaro destacou que o incidente em que Zambelli perseguiu um eleitor de Lula armada em São Paulo foi um fator decisivo. “Aquela imagem da Carla Zambelli, perseguindo o cara lá. Teve gente que pensou: ‘Olha, o Bolsonaro defende o armamento’. Mesmo quem não votou no Lula, anulou o voto. Carla Zambelli tirou o mandato da gente”, afirmou Bolsonaro durante uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda.
Zambelli rebateu as acusações, afirmando que sempre defendeu Bolsonaro e que está passando por um momento difícil, enfrentando depressão. “Não acho justa. Eu sempre o defendi, estou com depressão, sendo julgada, e no pior momento ele falar dessa forma é trazer peso para as minhas costas”, declarou. Ela também ressaltou que o incidente foi uma reação a ser agredida por quatro homens. “Imagina ser culpada pela eleição de um país por ter me defendido de quatro homens que me cuspiram e empurraram? Eu tinha porte federal e houve um tiro, que achei que pegou no policial”, alegou.
Consequências legais
O episódio está sendo analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde Zambelli enfrenta acusações de porte ilegal de arma e constrangimento. A situação levanta questões sobre responsabilidade política e as repercussões sociais das declarações e atos de figuras públicas em um contexto eleitoral delicado. A opinião pública observa atentamente os desdobramentos desse incidente.