Zema critica blindagem a Lula e ministros do STF em sabatina

Zema critica blindagem a Lula e ministros do STF em sabatina

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, voltou a criticar a blindagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pessoas do seu entorno e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Zema considera que esse ”grupo intocável” não deve ter proteção e defende reformas profundas no Judiciário.

Durante uma sabatina na GloboNews, Zema foi questionado pela jornalista Andréia Sadi sobre as possíveis consequências de seu discurso de campanha focado em ”combater os intocáveis”. Ele respondeu que muitas ações de ministros do STF não são republicanas e que o que ocorreu em Brasília depõe contra a instituição e o Brasil.

Além disso, Zema trouxe à tona os escândalos que envolveram aliados e familiares do presidente Lula, justificando sua crítica. O pré-candidato também mencionou que está sendo processado por suposta calúnia pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, após publicar vídeos satíricos em redes sociais que criticavam integrantes da Corte.

”Parece que estamos em um regime de exceção no Brasil, onde não se pode fazer sátira”, afirmou Zema, evidenciando sua insatisfação com a atual relação entre o Judiciário e a sociedade.

O ex-governador também comentou sobre a rejeição, pela primeira vez desde 1894, da indicação de Jorge Messias pelo Senado para uma vaga no STF. Esta rejeição, ocorrida em 29 de abril de 2026, quando Messias obteve 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, foi interpretada por Zema como um sinal de mudança na relação entre os Poderes.

Zema afirmou: ”Sou político por indignação e inconformismo. Se fosse para fazer como a maioria dos políticos que agem por interesses, eu não estaria na política”. Ele enfatizou sua intenção de mostrar que é possível governar sem participar de esquemas.

Entre suas propostas, Zema destacou que a escolha de ministros do STF deve deixar de ser uma prerrogativa exclusiva do presidente da República. Ele sugere que a indicação deve se basear em uma lista tríplice elaborada por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público e o Senado.

As declarações de Zema expõem sua visão sobre a necessitada reforma no Judiciário e a despolitização das indicações para o STF, propondo uma maior participação de instituições representativas nesse processo.

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