Durante uma sabatina realizada nesta quinta-feira (6) pela GloboNews, o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, chamou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de “imprevisível” e “fanfarrão”. Segundo Zema, a atuação do líder americano tem gerado “um excesso de turbulência” no cenário global.
Além das críticas direcionadas a Trump, Zema também responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e membros da família Bolsonaro pelo tarifaço imposto pelos EUA ao Brasil. O pré-candidato afirmou que o governo brasileiro falhou nas negociações e que, com seus ataques e declarações polêmicas, Lula provocou Trump, afirmando: “Lula atacou os EUA o tempo todo”.
O presidenciável destacou que, em momentos críticos, a aproximação de Lula com países como Cuba, Venezuela e Irã não ajudou na relação com os americanos. Ele observou que essa estratégia pode ter piorado a situação econômica do Brasil, especialmente diante da dependência crescente do país em relação à China.
Na sabatina, Zema também criticou a atuação da família Bolsonaro no contexto do tarifaço, sugerindo que o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro deveriam ter priorizado ações que beneficiassem os brasileiros em vez de se concentrar em questões políticas.
Outro ponto abordado por Zema foram suas críticas à blindagem do presidente Lula, suas relações e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele aproveitou para reiterar a necessidade de maior transparência e diálogo no governo atual.
O ex-governador tem realizado vídeos satíricos nas redes sociais, onde critica o grupo que apelidou de “intocáveis”, em referência a Lulas e ministros do STF. Ele comentou sobre o processo judicial em que responde a uma ação por suposta calúnia movida pelo ministro Gilmar Mendes, resultante das publicações dessa série.
Em um dos trechos da entrevista, Zema disse: “Parece-me que estamos em um regime de exceção no Brasil, onde não se pode fazer sátira”. Essa declaração reflete uma preocupação com a liberdade de expressão e a crítica ao governo vigente.
A sabatina revelou não apenas a posição de Zema frente às questões nacionais, mas também como ele se prepara para o cenário eleitoral, enfatizando a importância de um debate aberto e crítico, essencial para a democracia.



