Cidades do interior de Goiás decretam situação de emergência

Dessas cidades apenas 80 mantiveram os serviços essenciais

Foi assinado nesta segunda-feira (29) um decreto de situação de emergência em mais de 170 cidades do interior, foram suspensas por uma semana parte dos serviços públicos por causa da greve de caminhoneiros, que já está em seu nono dia. Segundo a Associação Goiana de Municípios (AGM), dessas cidades apenas 80 mantiveram os serviços essenciais, como atendimento em emergências e coleta de lixo.

Por meio de nota a entidade informou que a falta de combustível está afetando o transporte escolar, a locomoção de ambulâncias e em muitas regiões já não chegam mais alimentos para a composição da merenda. Segundo o presidente da associação e prefeito de Hidrolândia, Paulo Sérgio de Rezende (DEM), a maioria dos municípios que decretaram suspensão de serviços têm entre pequeno e médio porte.

“Em Goiás, segundo pesquisa realizada pela Fundação Goiana de Municípios, a maioria das prefeituras assinaram o decreto de paralisação, determinaram estado de emergência. Segundo os gestores as medidas estão sendo tomadas para tentar minimizar ao máximo o impacto a população com os serviços básicos. Segundo grande parte dos gestores as prefeituras estão monitorando a todo instante as condições de cada secretaria, priorizando os serviços essenciais: saúde, educação, segurança e coleta de lixo. Se persistir a greve, os impactos na arrecadação de impostos como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que recebemos do Estado e ISS ( Imposto sobre Serviços)  por conta da diminuição da atividade econômica tendem a cair e certamente vamos sentir os reflexos da diminuição da arrecadação” (Nota FGM)

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Indiciado, Bolsonaro diz que Moraes “faz tudo o que não diz a lei”

Após ser indiciado pela Polícia Federal (PF), o ex-presidente Jair Bolsonaro publicou em sua conta na rede social X, nesta quinta-feira (21), trechos de sua entrevista ao portal de notícias Metrópoles. Na reportagem, ele informa que irá esperar o seu advogado para avaliar o indiciamento. 

“Tem que ver o que tem nesse indiciamento da PF. Vou esperar o advogado. Isso, obviamente, vai para a Procuradoria-Geral da República. É na PGR que começa a luta. Não posso esperar nada de uma equipe que usa a criatividade para me denunciar”, disse o ex-presidente.

Bolsonaro também criticou o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). “O ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei”, criticou Bolsonaro.

Bolsonaro é um dos 37 indiciados no inquérito da Polícia Federal que apura a existência de uma organização criminosa acusada de atuar coordenadamente para evitar que o então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice, Geraldo Alckmin, assumissem o governo, em 2022, sucedendo ao então presidente Jair Bolsonaro, derrotado nas últimas eleições presidenciais.

O relatório final da investigação já foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Também foram indiciados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa o ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos; o ex-diretor da Agência Brasileira de Informações (Abin) Alexandre Ramagem; o ex-ministro da Justiça Anderson Torres; o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno; o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; o presidente do PL, Valdemar Costa Neto; e o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, Walter Souza Braga Netto.

Na última terça-feira (19), a PF realizou uma operação para prender integrantes de uma organização criminosa responsável por planejar os assassinatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e do ministro Alexandre de Moraes.

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