Protestos na Dinamarca e Groenlândia contra ameaças de Trump à soberania: 20 mil manifestantes em Copenhague clamam “A Groenlândia não está à venda”

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Protestos em massa foram realizados tanto na Dinamarca quanto na Groenlândia em resposta às recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao território. Os organizadores estimaram que mais de 20 mil pessoas participaram do protesto em Copenhague, um número semelhante à população total de Nuuk, a capital da Groenlândia. Os manifestantes denunciaram publicamente a exigência de Trump de que a ilha ártica seja cedida aos EUA, defendendo veementemente o direito do território de determinar o seu próprio futuro.

A Groenlândia tem sido alvo de atenção de Trump devido à sua localização estratégica e às extensas reservas minerais da região. O presidente dos Estados Unidos não descartou o uso da força para tomar o território, o que desencadeou uma série de protestos tanto na Dinamarca quanto na Groenlândia. Na semana passada, países europeus enviaram militares à ilha a pedido do governo dinamarquês, aprofundando ainda mais a crise diplomática em curso.

Os manifestantes em Copenhague marcharam em direção à embaixada dos EUA entoando palavras de ordem como “A Groenlândia não está à venda” e segurando cartazes com mensagens de resistência. Enquanto isso, em Nuuk, a capital da Groenlândia, liderada pelo primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen, milhares de pessoas se reuniram em frente ao consulado dos EUA para expressar solidariedade e defender a soberania do território.

Julie Rademacher, presidente da Uagut, uma organização de groenlandeses que vivem na Dinamarca, expressou gratidão pelo apoio recebido e instou a comunidade internacional a se posicionar diante da situação. A crise diplomática entre os Estados Unidos e a Dinamarca se aprofundou com as declarações de Trump sobre a possível aquisição da Groenlândia, algo que foi amplamente condenado na Europa.

Com cerca de 57 mil habitantes, a Groenlândia conquistou autonomia desde 1979, mas permanece sob jurisdição da Dinamarca em questões de defesa e política externa. Todos os partidos do Parlamento da Groenlândia defendem a independência do território, mas discordâncias sobre o momento oportuno levaram a preferência pela permanência junto à Dinamarca em vez de se unir aos Estados Unidos. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos indicou que apenas 17% dos americanos apoiam os esforços de Trump para adquirir a Groenlândia, enquanto a maioria se opõe ao uso da força militar para anexar o território.

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