Segundo levantamentos das corporações de segurança pública no Estado, as apreensões desses produtos no estado tiveram um crescimento exponencial no último ano. Somente nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, a quantidade apreendida já representa um terço do total recolhido no ano passado.
De acordo com informações da PRF, os cigarros eletrônicos são produzidos na China, exportados para o Paraguai e, posteriormente, entram no Brasil pelo Paraná e Mato Grosso do Sul, estados que fazem fronteira com o país vizinho. Goiás, devido à sua localização geográfica centralizada e suas rodovias conectando as regiões norte, nordeste e sudeste do país, torna-se um entreposto de armazenamento e distribuição para as demais unidades da federação.
A integração e o compartilhamento de informações entre a Receita Federal, PRF e as Forças de Segurança Pública de Goiás têm permitido a interceptação do produto de contrabando em solo goiano, quando não é apreendido na fronteira do país. O aumento nas apreensões de cigarros eletrônicos evidencia como esse produto vem sendo cada vez mais difundido e consumido pelos brasileiros.
O cigarro eletrônico, ou “vape”, é uma mercadoria de uso e comercialização proibidos no Brasil. Por falta de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), configura o crime de contrabando. Além das implicações criminais e fiscais, preocupa as autoridades a questão da saúde pública, pois a substância química inalada é bastante prejudicial à saúde humana.
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