Radical segura bandeira do Brasil durante invasão ao Congresso em Brasília — Foto: REUTERS/Adriano Machado
A Comissão Nacional para Refugiados (Conare) da Argentina concedeu, nesta terça-feira (10/3), pedido de refúgio político para o brasileiro Joel Borges Corrêa, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participar dos atos antidemocráticos em 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Corrêa foi condenado a mais de 13 anos de prisão e fugiu para a Argentina em 2024, passando a ser considerado foragido no Brasil.
A BBC News Brasil teve acesso aos documentos do Conare que decidem pelo refúgio a Corrêa.
Em entrevistas ao órgão, o brasileiro afirmou “ser perseguido por meio do aparato judicial brasileiro por suas opiniões políticas” e que foi protestar contra o governo de Lula em Brasília, mas que não cometeu nenhum dos crimes pelos quais foi condenado.
Caminhoneiro e morador da cidade de Tubarão, em Santa Catarina, Corrêa disse que soube dos protestos por sua filha e que saiu para se manifestar após a vitória de Lula porque “não concordava com suas políticas”.
FORAGIDOS DA JUSTIÇA
Borges foi preso em novembro, na província de San Luis, em um controle de trânsito. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, ele estava a caminho da Cordilheira dos Andes, para fugir em direção ao Chile.
Já Rodrigo de Freitas Moro era considerado foragido pela Justiça brasileira desde abril de 2024, quando a polícia perdeu o sinal de sua tornozeleira eletrônica. Em novembro, ele foi detido na Argentina.
Preso em flagrante em 8 de janeiro, ele estava em liberdade provisória em sua cidade natal de Marília, no interior de São Paulo, cumprindo medidas cautelares como o uso da tornozeleira e proibição de deixar a cidade.




