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Goiânia é uma das capitais sem regras atuais para antenas mesmo após 5G

Última atualização 21/05/2023 | 14:21

Nove meses após liberação do 5G em Goiânia, a cidade ainda não tem norma atualizada sobre antenas. A capital é uma das únicas quatro no Brasil sem lei mais moderna, de acordo a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel). A legislação do tema é local porque cada município tem especificidades legais. A oficialização das regras favorece a  oferta de infraestrutura de telefonia e internet que emitem o sinal, como as relacionadas à ocupação do solo.

 

Goiás fica em nono lugar no ranking nacional com maior número de  cidades com leis atualizadas sobre a telecomunicação. O estado tem cinco, enquanto o líder nacional é São Paulo, com 74. Ao todo,  são 302 municípios com 39% da população brasileira aptos a receber melhoria e instalação de antenas 5G de internet.

 

Com o 5G, a proposta é garantir melhor resposta de conexão, mais segurança, ampliação do número de aparelhos conectados à internet no País e maior acesso a opções como telemedicina, cirurgias a distância e chegada de carros autônomos, por exemplo. A captação integral da rede deve ficar limitada para a maioria da população já que os atuais aparelhos celulares não estão habilitados a receber a nova tecnologia. Atualmente, há apenas 67 modelos de telefone móvel estão compatíveis, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações  (Anatel). 

 

Capitais sem normas atualizadas sobre o 5G:  Goiânia, Palmas, Salvador e Recife

 

O problema está na faixa de frequência. Nem todos os celulares conseguem receber o mais recente sinal de transmissão de forma integral para o carregamento e envio de dados de forma veloz pelo smartphone. Embora alguns fabricantes aleguem oferecer a habilitação para o 5G, muitos não estão totalmente prontos para a novidade (confira abaixo a lista com os celulares aptos). 

Obstáculos

Na capital goiana, a implementação parece ser um desafio a ser cumprido a médio ou longo prazo por outros motivos. O professor de telecomunicações do Instituto Federal de Goiás (IFG), João Batista Pereira, ressalta que falta mão de obra qualificada para concretizar o projeto de atualização tecnológica e também infraestrutura que, na perspectiva, deveria ser ampliada em 50% a quantidade de Estações Rádio Base (ERB’s), o local onde ficam os rádios e as antenas para que haja cobertura em todas as regiões da cidade. 

“Não acredito que temos a infraestrutura necessária para disponibilizar a tecnologia 5G nos municípios com mais de 100 mil habitantes até 29 de setembro de 2022. Não é só virar as chaves. É preciso redimensionar as células pertencentes às diversas ERB’s, substituir antenas e equipamentos e até mesmo fazer interligação com as CCC’s, as Centrais de Comutação e Controle do Sistema Móvel Celular, para ter novas taxas de transmissão”, explicou em entrevista ao DE em julho do ano passado.

TV Aberta 

 

O “novo” sinal 5G interrompeu a atual frequência de televisão convencional para não sobrepor as redes. Na prática, as pessoas devem trocar a parabólica tradicional pela digital para conseguir assistir aos canais de TV aberta. A vantagem é a melhoria da qualidade de som e imagem. As famílias que utilizam outros sistemas de recepção não serão afetadas. O governo federal oferece kits gratuitos com o equipamento para beneficiários de programas sociais por meio do site sigaantenado.com.brA primeira cidade brasileira  oferecer a rede foi Brasília, em 06 de julho de 2022

 

Confira ranking de estados com maior número de cidades com leis sobre 5G:

1º – São Paulo (74)

2º – Santa Catarina (63)

3º – Rio de Janeiro (42)

4º – Minas Gerais (35)

5º – Espírito Santo (23)

6º – Rio Grande do Sul (11)

7º – Paraná (10)

8º – Mato Grosso (6)

9º – Goiás (5)

10 º – Paraíba (4)

11º -Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco e Rio Grande do Norte (todos com 3)

12º – Acre, Maranhão (ambos com 2)

13º – Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins (todos com 1)

 

Fonte: Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel)